Brasil • Expedição 2020: Belas Rotas • Palmeira • Paraná • São Paulo
Viagem de Moto pela Serra do Rastro da Serpente, Recanto dos Papagaios e Café Colonial na Colônia Witmarsum (PR)
28 de Novembro, 2020
Viva uma inesquecível viagem de moto pela icônica Serra do Rastro da Serpente, com mais de 1.200 curvas em 260 quilômetros entre São Paulo e Paraná. Visite o Recanto dos Papagaios, a Ponte de Dom Pedro II e a bela Colônia Witmarsum em Palmeira (PR).
Em um sábado de clima ameno e céu azul, embarcamos em uma viagem de moto inesquecível pela Serra do Rastro da Serpente, uma das estradas mais desafiadoras e belas do Brasil, famosa por suas mais de 1.200 curvas em 260 quilômetros entre São Paulo e Paraná. No trajeto, cruzamos paisagens deslumbrantes do Vale do Ribeira. Já em solo paranaense, exploramos o Recanto dos Papagaios e a histórica Ponte Dom Pedro II, construída no século XIX. Encerramos o dia em grande estilo, degustando um saboroso café colonial na charmosa Colônia Witmarsum, em Palmeira (PR), uma comunidade menonita de origem alemã, repleta de cultura, natureza, produtos coloniais e o melhor café coado com leite fresco da região.

Despertamos nas primeiras horas da manhã de sábado e, após um café da manhã revigorante, organizamos as bagagens na Formosa e vestimos nossas tradicionais roupas de viagem, prontos para mais um dia de estrada sobre duas rodas.

Sob um céu carregado de nuvens, em que o azul insistia em aparecer, nos despedimos do centro de Capão Bonito (SP) e seguimos rumo ao sul pela rodovia estadual SP-250, início de mais uma viagem de moto pela lendária Serra do Rastro da Serpente.

Diferente do trecho da SP-250 que havíamos enfrentado no dia anterior, marcado por buracos e irregularidades, o percurso entre Capão Bonito e a divisa com o Paraná surpreendeu pela excelente conservação do asfalto, proporcionando uma pilotagem mais tranquila e segura.


A estrada, de pista simples e bem sinalizada, apresentava naquela manhã um tráfego leve, possivelmente em razão do horário, o que tornou a condução ainda mais agradável.


Aos poucos, o azul começou a dominar o céu, enquanto a temperatura permanecia amena, o clima ideal para uma viagem de moto pela icônica Serra do Rastro da Serpente, um dos roteiros mais famosos entre motociclistas brasileiros.


O Rastro da Serpente é um percurso de aproximadamente 260 quilômetros que cruza o Vale do Ribeira, conectando Capão Bonito (SP) à capital paranaense, Curitiba (PR). Com mais de 1.200 curvas, é considerado um dos trajetos mais desafiadores e emocionantes do país para quem viaja sobre duas rodas.


Aliás, o Rastro da Serpente é um velho conhecido nosso, e da Formosa. Foi por esse mesmo trajeto que passamos no primeiro dia da Moto Expedição 2018: Tapajós – Amazonas. Naquela ocasião, porém, percorremos a estrada no sentido inverso.


Desta vez, em certo ponto da rodovia, fizemos uma breve parada para esticar as pernas e “tirar a água do joelho”. Ao descer da Formosa e olhar para o lado, avistei uma verdadeira serpente, o animal que dá nome à estrada, infelizmente sem vida, provavelmente vítima de atropelamento.


Curiosamente, essa foi a segunda vez durante a Moto Expedição 2020: Belas Rotas em que encontramos uma cobra morta às margens da rodovia.

A primeira vez foi bem mais tensa: diferente desta, em que percebi o animal antes de parar a moto, naquela ocasião só notei a presença da cobra quando já estava pisando sobre ela! O susto foi grande, relembre aqui!


Se eu fosse supersticioso e adepto de jogos de azar, certamente aproveitaria o momento para apostar na cobra no jogo do bicho.

De volta à estrada, a viagem seguiu tranquila até chegarmos ao centro de Apiaí (SP), onde fizemos uma breve pausa para fotografar a Formosa ao lado da icônica placa do Rastro da Serpente.

É interessante observar que a placa do Rastro da Serpente em Apiaí exibe o número 476, fazendo referência à rodovia federal BR-476. No entanto, o trecho paulista do Rastro da Serpente é feito pela rodovia estadual SP-250. A BR-476 começa apenas em território paranaense, no município de Adrianópolis, conforme indicam os mapas oficiais do DNIT e do DER-SP.

Após as tradicionais fotos ao lado da placa do Rastro da Serpente, procurei desesperadamente um boteco para apostar na cobra no jogo do bicho… brincadeirinha.


Logo retomamos a viagem de moto pela sinuosa e cênica Estrada Rastro da Serpente, batizada assim por conta de seu traçado repleto de curvas fechadas que serpenteiam entre as montanhas do vale, oferecendo uma pilotagem desafiadora e paisagens de tirar o fôlego.


Dos cerca de 260 quilômetros que compõem o Rastro da Serpente, praticamente metade (129 km) estão em território paulista. Nesse trecho, a SP-250 cruza as cidades de Capão Bonito, Guapiara, Apiaí e Ribeira, esta última às margens do Rio Ribeira de Iguape. Já no lado paranaense, a BR-476 percorre 131 quilômetros passando por Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiúva do Sul, Colombo e, por fim, Curitiba.


Todo o trajeto do Rastro da Serpente é asfaltado e de mão dupla. Em boa parte, a estrada é estreita, sem acostamento e repleta de curvas fechadas, exigindo atenção constante dos motociclistas. Ao longo do caminho, a exuberante Mata Atlântica acompanha a viagem, emoldurando o percurso com vegetação densa e cenários naturais impressionantes.


Em um dia perfeito para viajar de moto e com o tráfego praticamente inexistente, logo chegamos a Ribeira (SP), a última cidade paulista da nossa moto expedição deste ano.



Com cerca de 3.500 habitantes, Ribeira foi emancipada em 1910 e ostenta o simpático slogan de “A Capital da Amizade”, curiosamente o mesmo de nossa amada Erechim, no Rio Grande do Sul.


Cruzamos rapidamente o pequeno centro urbano de Ribeira e, em seguida, passamos pela ponte sobre o Rio Ribeira de Iguape, que marca a divisa entre os estados de São Paulo e Paraná.


De volta ao sul do Brasil, já em território de Adrianópolis (PR), seguimos pela BR-476, ainda sob o nome de Rastro da Serpente, trecho federal que mantém o mesmo charme e desafio do percurso paulista.


O Rastro da Serpente impressiona com suas 1.250 curvas distribuídas ao longo de 260 quilômetros, resultando em uma média de cerca de quatro curvas por quilômetro. Não é à toa que o trajeto é considerado um verdadeiro paraíso para motociclistas e entusiastas das estradas.


Além da empolgante sequência de curvas e do visual encantador, outro aspecto marcante é a grande variação de altitude. Partindo de cerca de 180 metros acima do nível do mar, no centro de Ribeira (SP), a rodovia ultrapassa os 1.100 metros em poucos quilômetros, proporcionando uma experiência intensa e panorâmica.


A Serra do Rastro da Serpente passa próxima a diversos parques estaduais que preservam remanescentes da Mata Atlântica, habitat de espécies nativas e cenário de cachoeiras, grutas, cavernas e rios cristalinos, um convite irresistível para quem aprecia natureza e aventura.


Entretanto, vale destacar que as principais atividades econômicas da região cortada pela estrada são a agricultura, o reflorestamento e a mineração. Por isso, há considerável tráfego de caminhões e carretas, especialmente nos dias úteis. Isso exige atenção redobrada dos motociclistas, tanto pela presença de veículos de grande porte quanto pelo risco de óleo deixado sobre o asfalto, o que pode tornar o trajeto perigoso.


Mantendo os limites de velocidade, respeitando as condições da via e pilotando com atenção, a Serra do Rastro da Serpente revela-se uma das rodovias mais prazerosas para se percorrer de moto e, sem dúvida, uma das estradas mais bonitas do Brasil.



Como era sábado, cruzamos o Rastro da Serpente com poucos caminhões e carretas pelo caminho. Embalados pelo agradável ronco do motor Twin Cam Harley-Davidson da Formosa, seguimos com fluidez e, em pouco tempo, chegamos a Tunas do Paraná.


Como em um elegante e garboso baile sobre duas rodas, seguimos pela sinuosa serra, inclinando suavemente de um lado para o outro a cada curva. Passamos por Bocaiúva do Sul e, em um ritmo envolvente, alcançamos Colombo, já coladinha em Curitiba (PR).


Em Colombo, as curvas começaram a se espaçar, dando lugar a retas mais longas que dominavam o cenário. O fluxo de veículos aumentou gradualmente, anunciando a proximidade da capital paranaense.


Sob um calor escaldante, finalmente chegamos a Curitiba, onde, como era de se esperar, o trânsito intenso nos deu as boas-vindas à movimentada capital do Paraná.


Em Curitiba, passamos ao lado do Jardim Botânico, um dos principais cartões-postais da cidade, e cruzamos todo o centro até alcançarmos a BR-277. No caminho, ainda tivemos o privilégio de admirar outro ícone curitibano: o amplo e belo Parque Barigui, ponto de encontro de moradores e turistas que buscam lazer ao ar livre.


Ao deixarmos Curitiba, a rodovia federal BR-277, conhecida como “Grande Estrada”, passa a coincidir com a BR-376, também chamada de “Rodovia do Café”, compartilhando o mesmo traçado até a altura do km 140, onde ambas seguem seus caminhos originais.


Inaugurada em 1969, a BR-277 possui 732 km de extensão e é uma das vias mais importantes do Paraná e do Brasil, ligando o Porto de Paranaguá (onde está localizado o quilômetro zero) à fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu. Trata-se de um corredor logístico estratégico que conecta o litoral ao interior do estado e impulsiona a economia regional.


Exatamente no quilômetro 144 da BR-277 encontra-se um dos marcos naturais e históricos mais emblemáticos do Paraná: o Recanto dos Papagaios.


Recanto dos Papagaios
Localizado às margens da BR-277, o Recanto dos Papagaios é uma bela área natural de lazer e guarda um importante marco histórico nacional, a histórica Ponte do Rio dos Papagaios.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar no Recanto dos Papagaios partindo do centro de São Paulo – São Paulo – Brasil:
Contatos do Recanto dos Papagaios
- Endereço: Rodovia BR-277, Km 144 – São Luiz do Purunã | Balsa Nova – Paraná – Brasil
- Telefone: (41) 3636-8000
- E-mail: contato@balsanova.pr.gov.br
Horários de Funcionamento
- Todos os dias: das 8h às 18h
Valores de Ingresso
- Público em geral: Gratuito
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 1 hora

Com entrada gratuita, o Recanto dos Papagaios ocupa uma área de 15.000 metros quadrados e oferece amplos espaços arborizados, trilhas ecológicas, churrasqueiras, quiosques, áreas de lazer e piscinas naturais formadas pelo represamento das águas do Rio dos Papagaios, que delimita a divisa entre os municípios paranaenses de Palmeira e Balsa Nova.


Assim que entramos no Recanto dos Papagaios, encontramos uma sombra agradável onde estacionamos a Formosa e partimos para uma breve caminhada pela área pública, aproveitando a tranquilidade do local.

Com o calor intenso (os termômetros marcavam 32 °C), optamos por uma caminhada curta e seguimos até uma das obras mais notáveis da engenharia paranaense: a Ponte do Rio dos Papagaios, construída por imigrantes alemães entre 1876 e 1877.

Considerada um monumento histórico da engenharia brasileira, a Ponte do Rio dos Papagaios possui dois arcos em seu vão central e foi erguida com blocos de pedra talhados à mão. Cada peça foi cuidadosamente encaixada, resultando em uma estrutura sólida e harmônica que resiste ao tempo há quase um século e meio.

Tombada em 1973 como Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, a ponte também é conhecida como Ponte de Dom Pedro II, pois sua construção foi autorizada pelo próprio imperador.

Sua inauguração ocorreu em 1880, durante uma visita oficial de Dom Pedro II ao Paraná. Anos mais tarde, a ponte se tornou passagem importante para tropeiros e, ainda hoje, pode ser atravessada tanto a pé quanto de carro, preservando sua função original.


Após explorarmos o Recanto dos Papagaios e nos encantarmos com sua beleza natural e valor histórico, retomamos a viagem com a Formosa, seguindo pelas estradas paranaenses.


Alguns quilômetros adiante, deixamos a rodovia federal BR-277 e acessamos a Avenida Presidente Ernesto Geisel, em direção à charmosa Colônia Witmarsum.

A Colônia Witmarsum, uma pequena comunidade com cerca de 2.000 habitantes, está localizada no município de Palmeira (PR) e foi fundada por imigrantes alemães menonitas vindos da cidade catarinense de Witmarsum.

Como o número de famílias na cidade de Santa Catarina era grande e as propriedades rurais insuficientes, um grupo decidiu, em 1951, adquirir a antiga Fazenda Cancela, nas terras do município de Palmeira. Assim nasceu a Colônia Witmarsum paranaense.


O fundador dos menonitas foi Menno Simons, e o nome “menonitas” deriva diretamente do seu. Como Menno nasceu na cidade de Witmarsum, na Holanda, entende-se por que tanto a colônia paranaense quanto a cidade catarinense receberam esse nome.

Embora Menno Simons fosse holandês e os menonitas preservem o idioma alemão como parte de sua identidade cultural, a trajetória do grupo inclui séculos de permanência na Rússia, antes da migração para o Brasil.

Eram prósperos agricultores, profundamente religiosos, e seguiam uma doutrina que prega a não violência e proíbe o uso de armas. Com a imposição do serviço militar obrigatório na Rússia, muitos decidiram buscar um novo lar e começaram a chegar ao Brasil por volta de 1930.

Na Colônia Witmarsum, visitamos a bela Igreja Evangélica Menonita, um dos símbolos da comunidade. Infelizmente, no momento da visita, o templo estava fechado para visitação interna.

Em seguida, partimos para explorar o fascinante Sítio Geológico Estrias Glaciais de Witmarsum, um verdadeiro tesouro natural que guarda registros da passagem de geleiras pela região há milhões de anos.

Sítio Geológico Estrias Glaciais de Witmarsum
O Sítio Geológico Estrias Glaciais de Witmarsum preserva as impressioanntes marcas lineares deixadas por geleiras que cobriram a região durante a glaciação Permo-Carbonífera, há cerca de 300 milhões de anos.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar no Sítio Geológico Estrias Glaciais de Witmarsum partindo do centro de Curitiba – Paraná – Brasil:
Contatos do Sítio Geológico Estrias Glaciais de Witmarsum
- Endereço: Avenida Presidente Ernesto Geisel – Colônia Witmarsum | Palmeira – Paraná – Brasil
- Telefone: (42) 3254-4020
Horários de Funcionamento
- Todos os dias: da 00h às 24h
Valores de Ingresso
- Público em geral: Gratuito
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 30 minutos

As estrias glaciais são sulcos e cristas marcados nas rochas, formados pela abrasão provocada pelo deslocamento das geleiras sobre a superfície terrestre.

As marcas visíveis no sítio geológico da Colônia Witmarsum foram geradas por imensas massas de gelo durante a glaciação Permo-Carbonífera, há cerca de 300 milhões de anos, quando a América do Sul ainda fazia parte do supercontinente Gondwana, ao lado da África, Antártida, Oceania e Índia.

A rocha onde se encontram as estrias é um arenito, formado pela compactação de camadas de areia ao longo de milhões de anos. Essas formações integram o Grupo Itararé, da Bacia do Paraná, que também abrange os arenitos de Vila Velha e da Gruta do Monge, na Lapa.

Depois, visitamos o Centro de Informações Turísticas da Colônia Witmarsum, localizado ao lado do Heimat Museum Witmarsum, também conhecido como Museu de História Witmarsum.


Instalado no antigo casarão de madeira que servia como sede da Fazenda Cancela, o museu retrata a história, a cultura e as curiosidades da comunidade menonita local.



Devido à pandemia, o museu estava fechado no momento de nossa passagem, mas ainda assim valeu a visita ao entorno e às áreas preservadas.

A Colônia Witmarsum é reconhecida pela produção artesanal de alimentos e bebidas, incluindo hidromel, cervejas artesanais, cogumelos (visitamos a produção local em 2017 – relembre aqui), queijos finos e leite de alta qualidade.

O diferencial dos produtos lácteos da Colônia Witmarsum está na bacia leiteira local, que permite uma coleta rápida e eficiente, já que os produtores ficam próximos à unidade de beneficiamento. A altitude de cerca de 1.000 metros, o clima temperado e as pastagens naturais contribuem para o bem-estar das vacas das raças holandesa e pardo-suíça, resultando em produtos de excelência.

Além das delícias coloniais, a Colônia Witmarsum oferece diversas atrações turísticas: cachoeiras, o sítio geológico, museus, pousadas rurais, minizoológico, passeios a cavalo, cervejarias artesanais, culinária típica alemã e os tradicionais cafés coloniais que atraem visitantes de todo o Paraná.


Por volta das 16h, paramos na Confeitaria Kliewer, tradicional na comunidade. Experimentamos diversos quitutes, todos deliciosos, mas o destaque foi o café coado na hora, acompanhado do leite fresco produzido a poucos metros dali, uma combinação simples e inesquecível.


Devidamente alimentados, subimos novamente na Formosa e passamos em frente à Igreja Evangélica Irmãos Menonitas.


Uma curiosidade interessante sobre a Colônia Witmarsum é que seus moradores falam alemão fluentemente, e nas escolas públicas locais as crianças têm aulas do idioma, preservando com orgulho a cultura e as tradições de seus antepassados.


Com o fim do dia se aproximando, nos despedimos da Colônia Witmarsum, essa pequena, pacata e encantadora comunidade menonita do Paraná.



Partimos pela mesma estrada por onde chegamos, que, por si só, já é um atrativo à parte.




Ao longo do trajeto de acesso à Colônia Witmarsum, belas propriedades e charmosas residências se espalham pela paisagem, tornando a despedida ainda mais agradável.



E, já próximo ao entroncamento com a rodovia federal BR-277, um túnel verde se forma ao longo da via: os galhos altos e esbeltos das árvores de ambos os lados se encontram no topo, criando uma passagem naturalmente encantadora.


O local é tão bonito que, durante nossa passagem de retorno, avistamos um casal sendo fotografado, provavelmente para um ensaio fotográfico, aproveitando a beleza singular da paisagem.


De volta à movimentada e pedagiada rodovia BR-277, retomamos a viagem de moto rumo ao oeste paranaense.


Antes mesmo de alcançarmos o acesso principal da cidade de Palmeira, nuvens densas e carregadas começaram a se formar, sinal claro de que a chuva se aproximava rapidamente.


Avançamos o quanto pudemos antes de parar para vestir as capas, mas, nas proximidades de Irati (PR), a chuva chegou com força.

Sob um verdadeiro aguaceiro, guardamos a câmera fotográfica, vestimos as capas de chuva e seguimos viagem até Guarapuava (PR).

Chegamos no início da noite e fomos direto ao hotel, prontos para descansar e nos preparar para a última pernada da Moto Expedição 2020: Belas Rotas.

Acima o mapa com o trajeto percorrido no dia entre Capão Bonito – SP e Guarapuava – PR.
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