Argentina • Expedição 2019: Salta – Jujuy – Tucumán • Jujuy • San Francisco de Tilcara
Sítio Arqueológico Pucará de Tilcara e Cascada la Garganta del Diablo em San Francisco de Tilcara, Jujuy – Argentina
22 de Setembro, 2019
Conheça as principais atrações turísticas de San Francisco de Tilcara, Jujuy: o histórico sítio arqueológico Pucará de Tilcara, o Jardín Botánico de Altura e a deslumbrante Cascada la Garganta del Diablo, na Argentina.
Aproveitamos o ensolarado domingo para explorar San Francisco de Tilcara, um dos destinos mais visitados da Quebrada de Humahuaca, em Jujuy, Argentina. Em nosso roteiro, visitamos três dos principais atrativos turísticos da cidade: o histórico sítio arqueológico Pucará de Tilcara, o educativo Jardín Botánico de Altura e a impressionante Cascada de la Garganta del Diablo. Cada experiência revelou um pouco mais da diversidade natural e cultural que faz de Tilcara um destino imperdível para quem viaja pelo norte argentino.

Começamos o décimo dia da Moto Expedição 2019: Salta – Jujuy – Tucumán com uma generosa xícara de café com leite na charmosa cidade de San Francisco de Tilcara, localizada na província de Jujuy, Argentina. O café da manhã (desayuno), reforçado com deliciosas empanadas de jamón y queso (presunto e queijo), foi o combustível perfeito para iniciar a jornada e explorar as ruas centrais dessa tranquila cidade andina.

San Francisco de Tilcara é um dos destinos mais importantes da Quebrada de Humahuaca, declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2003. Reconhecida pela boa infraestrutura, a cidade oferece diversas opções de hospedagem, restaurantes, cafés e lojas de artesanato, sendo considerada a base ideal para quem deseja conhecer a região.

Entre os principais atrativos, destaca-se o Pucará de Tilcara, um sítio arqueológico pré-colombiano que preserva ruínas de antigas construções indígenas. Esse local é um símbolo da história da região e um dos pontos turísticos mais visitados do norte argentino.

Após o café da manhã, seguimos rumo ao Pucará de Tilcara, nosso primeiro destino do dia. No início, acreditamos que a rota passava pelos arredores da estação rodoviária, mas logo percebemos o engano ao conversar com moradores locais. Com as indicações corretas, retomamos o caminho certo em direção à antiga fortaleza.


À medida que subíamos a ladeira, o asfalto foi dando lugar ao calçamento de pedras e, depois, ao rípio, típico de estradas andinas. O trajeto, ladeado por casas simples de barro e pedra, reforçava a atmosfera autêntica da região.


Logo chegamos a uma ponte de ferro de cerca de quatro metros de altura, que atravessa o Río Huasamayo.


Conhecida como Ponte Ferroviária de Tilcara, ela tem grande importância histórica, pois fazia parte do traçado do Ferrocarril Central Norte (F.C.C.N.), a primeira ferrovia de bitola métrica construída pelo Estado na Argentina. Essa obra foi fundamental para o desenvolvimento ferroviário e econômico do país no início do século XX.


Ao atravessar a ponte, situada a menos de 300 metros da entrada do Pucará de Tilcara, fomos recebidos por um cenário impressionante: os imponentes morros coloridos da Cordilheira dos Andes moldavam a paisagem ao redor de Tilcara, criando um contraste marcante com o céu límpido da manhã.

Ficamos alguns minutos admirando a vista. A lua, ainda visível em sua lenta descida para o oeste, parecia repousar sobre as montanhas multicoloridas, compondo um espetáculo natural inesquecível.


Retomamos a caminhada em direção ao sítio arqueológico, descendo uma pequena ladeira que nos levava ao destino final.


O movimento de turistas e os quiosques de artesanato anunciavam a proximidade da entrada.


Enfim, chegamos ao Pucará de Tilcara, um dos lugares mais emblemáticos da Quebrada de Humahuaca e de todo o norte argentino, prontos para explorar sua rica história e mergulhar no passado dessa fascinante região andina.

Sitio Arqueológico Pucará de Tilcara
O Pucará de Tilcara é um dos mais importantes sítios arqueológicos da região, destacando-se como um dos maiores e mais populados povoados pré-hispânicos que ocupavam a Quebrada de Humahuaca, na Argentina. Sua relevância histórica e cultural o torna uma parada obrigatória para quem visita a região.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar no Sitio Arqueológico Pucará de Tilcara partindo do centro de Salta – Salta – Argentina:
Contatos do Sitio Arqueológico Pucará de Tilcara
- Endereço: Belgrano – Centro | San Francisco de Tilcara – Jujuy – Argentina
- Telefones: +54 388 495-5073 | +54 388 495-5768
- E-mail: reservaspucaradetilcara@gmail.com
Para obter informações mais detalhadas, visite o site oficial do Sitio Arqueológico Pucará de Tilcara.
Horários de Funcionamento
- Terça a domingo: das 9h às 18h30
Valores de Ingresso
- Público em geral: $12.000
- Público em geral (argentinos): $6.000
- Crianças até 12 anos: Gratuito
*Todos os preços estão em pesos argentinos.
**Este valor já inclui a taxa de entrada no Jardín Botánico de Altura.
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 3 horas
Recursos para sua Visita
Web Story
Navegue pela web story abaixo para uma experiência única de conteúdo visual.

O Pucará de Tilcara é considerado um dos sítios arqueológicos mais importantes da Quebrada de Humahuaca, na província de Jujuy, Argentina. Trata-se de um dos maiores e mais povoados assentamentos pré-hispânicos da região, um verdadeiro patrimônio histórico e cultural que se tornou parada obrigatória para quem viaja pelo norte argentino.

Após comprarmos os ingressos, logo na entrada fomos surpreendidos pelo FredLee, que rapidamente fez amizade com as simpáticas, e curiosas, lhamas.


Após a calorosa recepção das lhamas, seguimos adiante, ansiosos por explorar mais do fascinante Pucará de Tilcara e pelos mistérios que o sítio guarda.


O sítio arqueológico Pucará de Tilcara está situado em um ponto estratégico, na confluência dos rios Huasamayo e Grande, no coração da Quebrada de Humahuaca.


Construído no topo de um morro de 70 metros, a 2.500 metros de altitude, foi habitado desde os primeiros séculos da nossa era até a chegada dos espanhóis, no século XVI.


Apesar de a palavra “pucará” significar “fortaleza” em quéchua, o povoado não tinha construções militares típicas.


As construções refletem mais a vida cotidiana e a organização social dos Omaguacas, povo que deu origem ao nome Humahuaca e que habitava essas terras muito antes da chegada dos incas. A escolha do topo da colina tinha objetivos estratégicos, como facilitar o controle da população e contar com barreiras naturais de proteção.


O nome Tilcara, também de origem quéchua, possui diferentes interpretações. Uma delas traduz o termo como “Lugar de couro bom” ou “Couro forte”, remetendo à importância da pecuária e da produção artesanal da região. Outra hipótese indica que o nome provém de um grupo específico dentro da etnia Omaguaca, fortalecendo a ligação histórica entre o povoado e seus primeiros habitantes.


Com mais de 18 hectares de extensão, o Pucará de Tilcara reúne uma impressionante concentração de ruínas de residências, oficinas, praças, espaços cerimoniais e tumbas. Mesmo em meio às pedras desgastadas pelo tempo, é possível imaginar a vida intensa que ali existia, marcada pelo trabalho agrícola, pelo artesanato e pelas práticas religiosas.


Reconhecido como lugar sagrado, o Pucará de Tilcara ainda hoje carrega grande valor cultural e espiritual para comunidades indígenas da região. Durante nossa visita, o cenário natural, realçado pela presença da lua sobre as montanhas coloridas, parecia reforçar essa aura mística.


As primeiras escavações e restaurações do sítio arqueolófico Pucará de Tilcara tiveram início em 1909, conduzidas por arqueólogos como Juan Bautista Ambrosetti e Salvador Debenedetti. Na metade do século XX, parte das estruturas foi reconstruída, o que facilitou a compreensão da organização original do povoado.


Nos setores abertos ao público, o primeiro a ser explorado é o Bairro da Entrada (Barrio de la Entrada).


Ali, as ruínas mostram antigas casas que revelam diferenças de status social: as maiores e em locais privilegiados pertenciam aos indivíduos de maior destaque entre os Omaguacas.


Era nesses espaços que as famílias cozinhavam, descansavam e produziam utensílios, tecidos, peças de cerâmica e ferramentas de metal.


A história do Pucará de Tilcara inclui períodos de resistência e dominação. Sob o comando de Curaca Vitipoco, os Omaguacas chegaram a repelir os incas em uma primeira tentativa de invasão.


Entretanto, anos mais tarde, o poderoso império andino conquistou a região, remodelando suas praças, caminhos e moradias. Os incas introduziram novas técnicas arquitetônicas, como pisos de cerâmica e muros com nichos, além de erguer edifícios administrativos e religiosos, consolidando sua influência.


A sociedade Omaguaca era marcada pela agricultura, com o cultivo de milho, quinoa e batata, e pela criação de lhamas, fundamentais para transporte, vestuário e alimentação.


Também se destacavam pela habilidade em cerâmica e tecelagem, tradições que sobrevivem até hoje em comunidades locais.


Caminhar pelas arenosas e pedregosas ruelas do sítio arqueológico Pucará de Tilcara, imersos no silêncio interrompido apenas pelo som do vento forte e rodeados por uma natureza surreal, nos transporta no tempo. É impossível não imaginar como eram os dias dos povos que habitaram esse lugar durante seu período de auge, refletindo sobre suas vivências, desafios e conquistas.


Estima-se que, em seu auge, o povoado tenha abrigado cerca de 2.500 habitantes distribuídos em mais de mil construções organizadas em 32 setores.


Evidências arqueológicas indicam ainda a presença dos mitimaes, famílias deslocadas pelo Império Inca para desempenhar funções em prol do Estado, encarregados de atividades como agricultura, defesa e artesanato.


O Pucará de Tilcara também se integrava à rede de estradas Qhapaq Ñan (antiga rede de trilhas incas), servindo como ponto estratégico de peregrinação para locais sagrados (wak’as) como Sixilera e Punta Corral.


Essa dimensão espiritual é reforçada pelo Centro Ceremonial La Iglesia, importante espaço sagrado de origem incaica, conhecido pelos moradores locais desde o início do século XX simplesmente como “a igreja”, pela presença de altares.


Atualmente reconstruído, o Centro Ceremonial La Iglesia do Pucará de Tilcara foi palco de celebrações religiosas e rituais dedicados ao sol e à lua, divindades centrais na cosmologia andina; esses ritos reforçavam a relação espiritual entre as comunidades e os ciclos naturais.


Além de função ritual, é provável que o Centro Ceremonial La Iglesia estivesse ligado ao poder político incaico, servindo como instrumento de controle social e legitimidade do domínio sobre as populações locais.


Durante as cerimônias no centro eram organizadas atividades que envolviam tributos ao Estado inca: os habitantes produziam objetos (pedras talhadas, bens de metal e outros itens) destinados aos administradores como parte das obrigações para com o império.


Outro elemento que impressiona no sítio arqueológico Pucará de Tilcara são as pedras multicoloridas usadas nas construções, que, em contraste com os morros ao redor, criam um espetáculo visual único.


Entre as ruínas, os imensos cardones (Echinopsis Atacamensis Pasacana) chamam a atenção.


Esses cactos crescem entre um e cinco centímetros por ano, o que significa que muitos deles podem ultrapassar 300 anos de idade, sendo verdadeiras testemunhas do passado.


Ainda no sítio arqueológico Pucará de Tilcara, em Jujuy, no Norte da Argentina, é possível encontrar edificações chamadas de Taller Lapidario, onde eram confeccionados objetos em mármore e calcita, como miniaturas de lhamas.


Mais ao leste, encontra-se o Cementerio Este, que abriga cerca de 100 tumbas. Essas cistas eram feitas por buracos cavados na terra e revestidos de pedras. Os defuntos eram colocados agachados, acompanhados de peças cerâmicas que continham alimentos, instrumentos musicais, ferramentas de uso cotidiano e itens ritualísticos, feitos de diversos materiais.


Esses elementos são classificados pelos arqueólogos como “acompanhamento mortuário”, uma prática que visava fornecer ao falecido itens essenciais para a vida após a morte. Após a inserção do indivíduo na tumba, ela era selada com pedras. As tumbas, no entanto, eram reabertas periodicamente para novos enterros e para oferecer comidas e bebidas como oferendas aos defuntos.


Durante o passeio pelo sítio arqueológico Pucará de Tilcara, pudemos observar de perto não apenas centenas de cactos vivos, em sua forma mais esbelta e imponente, mas também alguns curiosos troncos secos de cardones, chamados cactos mortos, cuja madeira é amplamente aproveitada.


A madeira desses cactos, leve e resistente, é amplamente aproveitada em construções e artesanato, revelando a engenhosidade dos povos andinos em utilizar os recursos naturais disponíveis.


Por fim, chegamos ao local denominado Monumento, situado no ponto mais alto do sítio arqueológico Pucará de Tilcara. Em 1935, foi erguido um monumento em homenagem aos primeiros arqueólogos a trabalhar no local: Juan Bautista Ambrosetti e Salvador Debenedetti.


Infelizmente, para a construção deste monumento, foram destruídas inúmeras casas, oficinas e, nada menos que a praça principal do antigo povoado, um espaço vital para os habitantes locais, especialmente durante o período incaico, que foi depredada para retirada de pedras.



Este monumento, que simula uma grande pirâmide truncada mesoamericana, não apresenta características arquitetônicas típicas dos antigos povoadores da região, causando uma certa desconexão com o restante do Pucará de Tilcara e com os demais sítios arqueológicos encontrados na Quebrada de Humahuaca, descaracterizando, assim, parte da autenticidade do local.



Declarado Monumento Histórico Nacional em 2000, o sítio arqueológico Pucará de Tilcara é atualmente administrado pela Facultad de Filosofía y Letras da Universidad Nacional de Buenos Aires. Essa gestão garante a preservação do local, permitindo que sua história e importância cultural sejam valorizadas e transmitidas às futuras gerações.



Para tornar a visita mais inclusiva, o sítio arqueológico Pucará de Tilcara conta com um centro de interpretação, onde é exibido um vídeo que apresenta a história e os detalhes do lugar. Assim, mesmo quem não pode percorrer suas trilhas a pé tem a chance de conhecer e compreender a importância desse patrimônio cultural único do norte argentino.



Outro atrativo que complementa a visita ao Pucará de Tilcara, em Jujuy, é o Jardín Botánico de Altura (Jardim Botânico de Altura), um espaço dedicado à preservação e exposição da flora típica dos Andes.


O local destaca espécies adaptadas ao clima de alta montanha, como diferentes variedades de cactos e plantas nativas da região. Mais do que um passeio, o jardim é uma oportunidade de aprendizado sobre a biodiversidade da Quebrada de Humahuaca.


O Jardim Botânico de Altura, em Tilcara, foi criado a partir de um convênio firmado em 1968 entre a Facultad de Filosofía y Letras da Universidad Nacional de Buenos Aires e o governo da província de Jujuy, sendo oficialmente inaugurado em 1970.


Jardín Botánico de Altura
O Jardín Botánico de Altura, um espaço dedicado à preservação e exposição da rica flora andina, compõe o complexo do sítio arqueológico Pucará de Tilcara
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar no Jardín Botánico de Altura partindo do centro de San Salvador de Jujuy – Jujuy – Argentina:
Contatos do Jardín Botánico de Altura
- Endereço: Belgrano – Centro | San Francisco de Tilcara – Jujuy – Argentina
- Telefones: +54 388 495-5073 | +54 388 495-5768
- E-mail: tilcara.comunicacion@filo.uba.ar
Para obter informações mais detalhadas, visite o site oficial do Jardín Botánico de Altura.
Horários de Funcionamento
- Terça a domingo: das 9h às 18h30
Valores de Ingresso
- Público em geral: $12.000
- Público em geral (argentinos): $6.000
- Crianças até 12 anos: Gratuito
*Todos os preços estão em pesos argentinos.
**Este valor já inclui a taxa de entrada no Sitio Arqueológico Pucará de Tilcara.
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 30 minutos
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Localizado a 2.580 metros acima do nível do mar, o espaço ocupa uma área de 3 hectares, reunindo uma grande diversidade de espécies nativas tanto da Quebrada de Humahuaca quanto da Puna Jujeña, região de clima árido e frio típica do norte argentino.


Entre os principais atrativos estão os cactos gigantes, que impressionam pela altura e longevidade, além de coleções de plantas aromáticas e medicinais utilizadas há séculos pelas comunidades andinas em práticas tradicionais.


Um destaque curioso do Jardim Botânico é a Piedra Campana (Pedra Sino), uma rocha vulcânica proveniente de Cochinoca, em Jujuy. O nome se deve à sua característica singular: ao ser golpeada por outra pedra, emite um som metálico muito semelhante ao de um sino de igreja. Essa peculiaridade desperta a curiosidade dos visitantes e reforça o caráter educativo e cultural do espaço.


Após o enriquecedor passeio pelo Pucará de Tilcara e pelo Jardín Botánico de Altura, seguimos de táxi por cerca de 8 km em uma sinuosa estrada de rípio que corta a Quebrada de Humahuaca, em Jujuy.


A cada curva, a grandiosidade das montanhas coloridas se revelava diante de nós, transformando o deslocamento em uma experiência tão marcante quanto os destinos planejados para o dia.


No caminho, fizemos uma breve parada em um mirante natural. De lá, pudemos contemplar San Francisco de Tilcara em toda a sua extensão, rodeada pelas montanhas multicoloridas da região.


O contraste entre a cidade e o cenário natural reforçava ainda mais a beleza singular da Quebrada de Humahuaca.


Retomamos o trajeto pela estrada estreita e, a cada trecho percorrido, a paisagem se mostrava ainda mais fascinante. O visual contínuo do vale andino, com suas cores vibrantes e relevos únicos, tornava a viagem um verdadeiro espetáculo visual.


Pouco tempo depois, chegamos à comunidade nativa Ayllu Mama Qolla, um espaço que preserva tradições ancestrais e costumes dos povos originários da região.


É nessa comunidade que se encontra um dos pontos turísticos naturais mais visitados de Tilcara: a Cascada de la Garganta del Diablo. Essa imponente queda-d’água, cercada por cânions e paredões rochosos, é considerada um dos tesouros naturais mais impressionantes do norte da Argentina.

Trilha da Cascada de la Garganta del Diablo | Comunidad Aborigen Ayllu Mama Qolla
A Cascada de La Garganta del Diablo é um dos tesouros mais bem guardados de San Francisco de Tilcara. Através de um antigo caminho tilcareño, somos guiados até essa imponente cachoeira, que possui cerca de 18 metros de altura.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar na Trilha da Cascada de la Garganta del Diablo partindo do centro de Florianópolis – Santa Catarina – Brasil:
Contatos da Cascada de la Garganta del Diablo
- Endereço: Comunidad Aborigen Ayllu Mama Qolla | San Francisco de Tilcara – Jujuy – Argentina
- Telefone: +54 388 575-4438
- E-mail: tilcaradirecciondeturismo@gmail.com
Horários de Funcionamento
- Todos os dias: das 9h às 18h
Valores de Ingresso
- Público em geral: $2.000
*Todos os preços estão em pesos argentinos.
**Só é aceito pagamento em dinheiro e em pesos argentinos
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 1.600 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 45 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado moderado.
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Após adquirir os ingressos, iniciamos a caminhada pelo primeiro trecho da trilha, com aproximadamente 210 metros.


Deste ponto elevado, a vista para o Río Huasamayo chamava a atenção. Nesta época do ano, setembro, o rio se mostra discreto, correndo suavemente entre rochas e vegetação, em contraste com a imponência das montanhas que formam a Quebrada de Humahuaca.


O sendero (trilha) começa com uma descida íngreme, contornando a encosta da montanha e oferecendo panoramas impressionantes a cada passo. Pouco a pouco, a formação natural que dá nome ao local, a Garganta del Diablo (Garganta do Diabo), surgia diante de nós em toda a sua magnitude.


A Garganta del Diablo, uma formação geológica impressionante, moldada pelo movimento das placas tectônicas, guarda vestígios paleontológicos petrificados, que testemunham milhões de anos de história natural da região. Esses detalhes tornam a trilha ainda mais interessante, unindo ciência, geologia e paisagem em um só lugar.


A caminhada, feita em ritmo tranquilo, exigia pausas para recuperar o fôlego, já que estávamos em grande altitude. O vento, o silêncio e o cenário árido criavam uma atmosfera única, reforçando a sensação de imersão total na natureza selvagem.


O primeiro ponto de observação nos levou até uma pequena barragem construída no leito do Río Huasamayo (também chamado Río Guasamayo). Essa estrutura, chamada El Chorro, é responsável por armazenar água para abastecer Tilcara e comunidades vizinhas, combinando o uso humano com a força natural da região.


Da barragem, seguimos para o segundo trecho da trilha, o mais longo, que nos conduziu ao coração da Garganta del Diablo.



O percurso atravessa trechos do leito do Río Huasamayo, em meio à Quebrada de Alfarcito, oferecendo um contato direto com a natureza.



A cada travessia de um lado ao outro do rio, nossos pés saltavam pelo pequeno filete de águas cristalinas, reforçando a sensação de integração com o ambiente.



As montanhas íngremes, os paredões rochosos e os imensos cardones (cactos gigantes típicos da região) emolduravam o cenário, tornando a caminhada uma experiência inesquecível.



Entre pausas para fotografar e admirar a paisagem, seguimos até uma curva estreita no caminho.


Logo à frente, finalmente, nos deparamos com a tão esperada Cascada de la Garganta del Diablo.


A queda-d’água, com cerca de 18 metros de altura, deslizava pelas rochas em um espetáculo natural de força e beleza.


O som da água em contraste com o silêncio da quebrada criava um ambiente de paz e contemplação, recompensando cada passo dado até ali.


Sentamos próximos à Cascada de la Garganta del Diablo de Jujuy e ficamos alguns minutos apenas observando, deixando que a energia do lugar nos envolvesse. Foi um momento de profunda conexão com a natureza da Quebrada de Humahuaca, impossível de esquecer.


Com a alma renovada e o espírito revigorado pela energia do lugar, retornamos ao centro de San Francisco de Tilcara, onde encerramos o dia com uma saborosa refeição típica: ojos de chorizo con papas andinas. O prato, cheio de sabor autêntico, foi o fechamento perfeito para um dia de exploração intensa e contato com a cultura e a natureza local.

Após a refeição, nos entregamos a uma merecida siesta. Entre o descanso e a tranquilidade de San Francisco de Tilcara, recuperamos as energias para seguir descobrindo os encantos que a região ainda guardava para os próximos dias.

Hasta mañana!




Oba! Já são 2 comentários nesta postagem!
Nunca tinha ouvido falar destes lugares, mas graças as fotos de Vocês, estamos conhecendo..valeu
Valeu! O norte argentino tem muito a oferecer, lugares lindos! Abraços…
Estamos ansiosos para ler tudo aquilo que tu tem para dizer! É chegado o momento de abrir este coração e compartilhar tua opinião, crítica (exceto algo desfavorável à imagem da Formosa), elogio, filosofar a respeito da vida ou apenas sinalizar que chegou até aqui ;)
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