Brasil • Expedição 2020: Belas Rotas • Guapimirim • Rio de Janeiro • Teresópolis
Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ): Trilhas Ecológicas, Cachoeiras e Mirantes em Guapimirim e Teresópolis
21 de Novembro, 2020
Explore as belezas naturais do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) em Guapimirim e Teresópolis (RJ). Mirante do Soberbo, trilhas ecológicas, cachoeiras e poços de águas cristalinas: um paraíso para amantes da natureza e do montanhismo.
Aproveitamos o céu azul em Cachoeiras de Macacu para embarcar em uma viagem de moto rumo a dois destinos imperdíveis da Serra dos Órgãos: Guapimirim e Teresópolis, no coração da região serrana do Rio de Janeiro. Entre trilhas ecológicas, cachoeiras cristalinas e paisagens de tirar o fôlego, desbravamos o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), visitamos o Mirante do Soberbo e contemplamos de perto o lendário Pico Dedo de Deus, símbolo máximo do montanhismo brasileiro. Para encerrar a aventura, um passeio pelo centro histórico de Teresópolis, a charmosa “Capital Nacional do Montanhismo”, completou o roteiro com cultura, história e vistas deslumbrantes da serra.

O sábado amanheceu sob um céu azul deslumbrante no centro de Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio de Janeiro, uma verdadeira raridade durante a Moto Expedição 2020: Belas Rotas.

Apesar de Cachoeiras de Macacu oferecer inúmeros atrativos naturais, a curta distância de apenas 40 quilômetros até Guapimirim nos motivou a aproveitar o tempo firme para realizar um antigo desejo: visitar o Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Com o destino decidido, tomamos um café da manhã rápido, vestimos nossas jaquetas de couro, deixamos as bagagens no quarto do hotel (já reservado para mais uma noite), colocamos os capacetes e seguimos com a Formosa pela rodovia estadual RJ-116.

Rodamos pouco mais de oito quilômetros até alcançar um trevo, onde pegamos a rodovia RJ-122, em direção oeste.

A Rodovia Engenheiro Fernando Mac Dowell (RJ-122) possui 36 quilômetros de extensão, conectando o bairro de Parada Modelo, em Guapimirim, ao bairro Setenta, em Cachoeiras de Macacu (RJ).

É a principal via de acesso à região de Subaio, sendo uma estrada de pista simples, asfaltada, sem pedágio e com acostamento estreito, que serpenteia entre propriedades rurais e revela a paisagem típica do interior fluminense.


Com o trânsito tranquilo e as belas paisagens ao redor, chegamos em pouco tempo ao município de Guapimirim (RJ), que abriga cerca de 60 mil habitantes e tem impressionantes 70% de seu território em áreas de proteção ambiental.


É também em Guapimirim que se encontra um dos mais emblemáticos cartões-postais do estado do Rio de Janeiro: o imponente Pico Dedo de Deus, com 1.692 metros de altitude, símbolo do montanhismo brasileiro e ponto de referência para quem cruza a Serra dos Órgãos pela BR-116.


O nome Guapimirim tem origem no rio homônimo, por onde transitavam as tropas que levavam mercadorias rumo ao sertão das Minas Gerais e retornavam carregadas de ouro e pedras preciosas.


O termo vem do tupi-guarani agûapé’ymirim, junção de agûapé (aguapé), ‘y (rio) e mirim (pequeno), significando “rio pequeno dos aguapés”.


Ao chegarmos ao bairro Parada Modelo, em Guapimirim, fizemos uma rápida parada para comprar água e, em seguida, deixamos a RJ-122 para acessar a BR-116 (Rodovia Santos Dumont).


Após poucos quilômetros pela rodovia federal, o céu azul deu lugar a densas nuvens que se formaram repentinamente. Logo à frente, surgia a entrada do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – sede Guapimirim (RJ).

Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ
O Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO é conhecido por possuir a maior rede de trilhas do Brasil, além de impressionantes cachoeiras. Com mais de 200 km de trilhas ecológicas que atendem a todos os níveis de dificuldade, o parque oferece desde a Trilha Suspensa, acessível para cadeirantes, até a desafiadora Travessia Petrópolis – Teresópolis, com cerca de 30 km de subidas e descidas pelas altas montanhas fluminenses.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar no Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ partindo do centro do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil:
Contatos do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ
- Endereço: Rodovia BR-116, Km 100 | Guapimirim – Rio de Janeiro – Brasil
- Telefones: (21) 2152-1100 | (21) 2642-4072
- E-mail: sac.parnaso@icmbio.gov.br
Para obter informações mais detalhadas, visite o site oficial do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO.
Horários de Funcionamento
- Terça a domingo: das 7h às 16h
Valores de Ingresso
- Público em geral: Gratuito
*Não é permitida a entrada de animais.
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 4 horas
Recursos para sua Visita

Criado em 30 de novembro de 1939, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) tem como objetivo proteger a exuberante paisagem e a biodiversidade da Serra do Mar, na região serrana do Rio de Janeiro. É uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com a missão de preservar amostras representativas dos ecossistemas brasileiros.


O Parque Nacional da Serra dos Órgãos ocupa uma área de 20.024 hectares, abrangendo os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim. Nele já foram catalogadas mais de 2.800 espécies de plantas, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e diversas espécies endêmicas, exclusivas dessa região da Mata Atlântica.

Reconhecido como um dos melhores destinos do país para a prática de esportes de montanha, o parque atrai amantes de escalada, trekking e rapel, além de ser famoso por suas cachoeiras e poços cristalinos, ideais para um banho revigorante em meio à natureza.

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) abriga a maior rede de trilhas ecológicas do Brasil, com mais de 200 quilômetros de caminhos bem sinalizados que atendem a todos os níveis de dificuldade, desde trilhas curtas e acessíveis até a icônica Travessia Petrópolis–Teresópolis, considerada uma das mais belas e desafiadoras do país, com cerca de 30 quilômetros entre vales, montanhas e campos de altitude da Serra do Mar.

Ao ingressarmos na sede Guapimirim do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, seguimos por alguns metros em uma estrada estreita e sinuosa até alcançarmos a primeira área de estacionamento. Lá, deixamos a Formosa em repouso e nos preparamos para explorar as belezas naturais do parque.

Próximo ao estacionamento ficam os banheiros, a casa de administração e o Centro de Visitantes Von Martius, instalado em um charmoso casarão do século XIX, que pertenceu à antiga Fazenda Barreira do Soberbo. Durante o período imperial, o imóvel foi propriedade do médico Henrique José Dias, e hoje abriga um pequeno museu com exposição permanente de fotos, maquete detalhada da área do parque e uma valiosa coleção de obras do renomado botânico Carl Friedrich Philipp von Martius.

O espaço conta ainda com material especializado sobre meio ambiente, videoteca e auditório onde são realizados cursos, palestras e seminários voltados à educação ambiental e à conservação.

A sede Guapimirim do PARNASO oferece diversas trilhas que cruzam trechos preservados da Mata Atlântica, com destaque para os belos poços de águas cristalinas formados ao longo do Rio Soberbo, um dos principais atrativos da unidade e ponto ideal para quem busca contato direto com a natureza em sua forma mais pura.

Optamos por iniciar nossa exploração do parque pela Trilha do Poço Verde.

Poucos passos adiante, porém, chegamos a uma bifurcação e decidimos seguir pela Trilha do Poço da Preguiça.

Trilha do Poço da Preguiça | Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ
Partindo do Centro de Visitantes do PARNASO em Guapimirim – RJ, a trilha para o Poço da Preguiça leva, em média, de 10 a 15 minutos para ser percorrida. O caminho se inicia junto ao da Trilha do Poço Verde, mas, em determinado ponto, há uma bifurcação que segue em direção ao Poço da Preguiça.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 330 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 15 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado leve.

As intensas chuvas que haviam atingido a região nos dias anteriores deixaram o solo úmido e escorregadio, exigindo atenção redobrada em cada passo.



Mesmo com o desafio das botas de solado escorregadio (apelidadas por nós de “solado de sabão”), seguimos com cuidado, apreciando a beleza do trajeto. Em menos de 15 minutos de caminhada pela trilha bem sinalizada, com cerca de 330 metros de extensão, chegamos ao Poço da Preguiça.




O Poço da Preguiça é, na verdade, uma sequência de pequenos reservatórios naturais formados ao longo do fabuloso Rio Soberbo. As quedas d’água que os interligam criam pequenas hidromassagens naturais, transformando o local em um recanto perfeito para banhos refrescantes e momentos de tranquilidade.



As trilhas da sede Guapimirim estão abertas ao público, mas, devido às restrições impostas pela pandemia, os banhos nos poços e cachoeiras estavam temporariamente proibidos. Assim, nos contentamos em registrar o cenário em fotografias e contemplar a natureza exuberante ao redor do Poço da Preguiça, um espaço acolhedor e de rara serenidade.



Depois de alguns minutos absorvendo a energia do local, retornamos pelo mesmo caminho até a bifurcação e seguimos pela Trilha do Poço Verde.


Trilha do Poço Verde | Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ
A Trilha do Poço Verde é uma das aventuras mais renomadas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. O Poço Verde é o maior e mais profundo poço na sede de Guapimirim do PARNASO, além de possuir uma série de quedas d’água imponentes.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 900 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 30 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado leve.


Poucos metros à frente, chegamos às margens do rio, onde pudemos novamente admirar as águas cristalinas do Rio Soberbo.



O Rio Soberbo nasce dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e deságua no Rio Macacu. Por nascer em regiões montanhosas, o rio está sujeito ao fenômeno conhecido como cabeça d’água (ou tromba d’água), quando chuvas intensas nas partes altas da serra provocam um aumento repentino e perigoso no volume de água. Por isso, quem visita o local deve monitorar as condições meteorológicas e observar as nuvens que se formam no alto da serra antes de entrar nos poços.



Finalmente, alcançamos o Poço Verde, principal atrativo natural da sede Guapimirim do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO). O acesso se dá por uma espécie de gruta natural formada entre duas grandes rochas.



Suas águas profundas e geladas ganham tons esverdeados sob a luz do sol, criando um cenário paradisíaco onde o Rio Soberbo forma cachoeiras, corredeiras e poços (alguns naturais, outros artificiais).



Como os banhos ainda estavam suspensos, limitamo-nos a contemplar o local por alguns instantes antes de retornar ao estacionamento, onde a Formosa nos aguardava pacientemente.



De volta à área próxima ao Centro de Visitantes Von Martius, iniciamos a caminhada pela trilha que conduz ao Poço da Mãe D’Água, adentrando novamente a densa Mata Atlântica até alcançarmos o segundo estacionamento.



O Parque Nacional da Serra dos Órgãos – sede Guapimirim possui diversos estacionamentos distribuídos ao longo da estreita estrada asfaltada que corta o parque. Essa infraestrutura facilita o acesso dos visitantes aos principais atrativos e reduz o esforço de longas caminhadas, especialmente em dias de maior movimento.



Para quem prefere explorar o parque a pé, como nós, é comum percorrer trechos da estrada que ligam o término de uma trilha ao início de outra, permitindo um roteiro mais completo e imersivo.



Após visitarmos o Poço da Mãe D’Água, seguimos pela curta Trilha do Poço da Caninana.


Trilha do Poço da Caninana | Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ
A Trilha do Poço da Caninana, com cerca de 130 metros de percurso, leva a um poço formado em um riacho paralelo ao Rio Soberbo.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 130 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 10 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado leve.


Com cerca de 130 metros, a Trilha do Poço da Caninana conduz até um poço formado por um riacho que corre paralelo ao Rio Soberbo, um refúgio silencioso e sombreado, ideal para quem busca um contato mais íntimo com a natureza.


Por fim, iniciamos a Trilha do Poço da Capela, com aproximadamente 230 metros de extensão.


Trilha do Poço da Capela | Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Guapimirim – RJ
Próximo à histórica Capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo, é possível desfrutar de um revigorante banho neste poço com cachoeira.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 230 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 20 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado leve.



A Trilha do Poço da Capela leva até um dos locais mais encantadores do parque: o Poço da Capela, vizinho à histórica Capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo.



Erguida em 1713, a charmosa capela está situada em uma pequena ilha formada por dois braços do Rio Soberbo.



Segundo registros históricos, ali teriam ocorrido alguns dos primeiros batismos da corte portuguesa após sua chegada ao Brasil, quando a capela ficava próxima ao antigo leito da estrada de ferro que ligava o Porto de Piedade (Magé) à cidade de Teresópolis.



Construída em estilo barroco, a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Soberbo é tombada pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e representa um valioso remanescente do período colonial fluminense.



Seu telhado é coberto por telhas francesas e o pequeno adro é delimitado por muros de arrimo, reforçando o charme histórico do lugar.



Após visitar a capela, seguimos em direção ao poço homônimo. E foi ali que, de forma nada planejada, acabei “comprando meu primeiro terreno” em terras fluminenses, uma expressão comum no mudo dos motociclistas e maneira bem-humorada de registrar minha queda em uma área repleta de pedras.



Por sorte, a calça de motociclista, feita em cordura com protetores homologados, mostrou-se extremamente eficiente, evitando dores e hematomas mais sérios, especialmente no quadril e nas nádegas.


A câmera fotográfica estava comigo no momento da queda, o que impediu (felizmente) que o episódio fosse eternizado em imagens.


Com o “terreno” devidamente comprado, registrado e reconhecido, levantei, sacudi a calça, lancei alguns impropérios à fabricante da bota “de trilha” e dei os últimos passos até o belíssimo Poço da Capela.


As águas do Rio Soberbo se dividem ao encontrar um aglomerado rochoso, formando duas pequenas cachoeiras que voltam a se unir logo abaixo, criando um poço de cor esmeralda e beleza singular, o Poço da Capela.


As pedras ao redor são extremamente lisas, especialmente quando molhadas, o que me obrigou a chegar engatinhando, mas consegui, ao menos, manter-me em pé para registrar o momento em uma foto.


Assim, nossa caminhada pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos – sede Guapimirim chegou ao fim. Ao retornarmos para buscar a Formosa, fomos agraciados com a presença de um ágil caxinguelê (o simpático esquilo-brasileiro), que surgiu entre a vegetação antes de desaparecer na mata.


Agora, como “proprietários” de um pequeno pedaço do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – sede Guapimirim, pretendemos voltar outras vezes, de preferência, sob um belo céu de sol, para redescobrir cada trilha e poço com a mesma admiração de quem o visita pela primeira vez.


Dessa forma, nos despedimos do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – sede Guapimirim e retomamos a viagem pela rodovia BR-116.


Como era de se esperar, esse trecho da rodovia federal atravessa uma parte do PARNASO, oferecendo uma paisagem simplesmente deslumbrante ao redor da estrada.


A via serpenteia pela Serra do Mar, emoldurada por uma vegetação densa e exuberante da Mata Atlântica, repleta de curvas fechadas e trechos com acentuado desnível, um verdadeiro paraíso para os amantes do motociclismo.


Asfalto de qualidade, ar puro e montanhas imponentes: um deleite para quem aprecia a combinação de natureza e estrada.


A BR-116 é uma das mais importantes e extensas rodovias do Brasil. Com início em Fortaleza (Ceará) e término em Jaguarão (Rio Grande do Sul), na fronteira com o Uruguai, ela corta o país de norte a sul ao longo de aproximadamente 4.700 quilômetros totalmente pavimentados. Junto à BR-101, forma o principal eixo rodoviário brasileiro, essencial para o transporte de cargas e o turismo nacional.


Ao longo de seu extenso percurso, a BR-116 recebe diferentes denominações regionais. No trecho que vai do quilômetro zero em Fortaleza até o entroncamento com a BR-040, no Rio de Janeiro, ela é conhecida como Rodovia Santos Dumont, em homenagem ao pai da aviação.



Após vencer uma sequência de curvas sinuosas na subida da Serra Guapimirim–Teresópolis, fizemos uma pausa em uma área de escape à beira da rodovia, onde se encontra a Santa da Serra de Guapimirim.


O singelo altar foi inaugurado em 1º de agosto de 1959, data que marcou também a abertura oficial da estrada. Localizado ao lado de uma queda d’água do Rio Iconha, o pequeno santuário abriga a Santinha da Serra de Guapimirim e presta homenagem aos trabalhadores que perderam a vida durante a construção da rodovia, além de simbolizar a gratidão pela conclusão das obras.


Deste ponto, é possível avistar o icônico Pico Dedo de Deus, com 1.692 metros de altitude. Em dias claros (o que, infelizmente, não era o caso naquele momento), sua silhueta se destaca no horizonte, lembrando uma mão com o dedo indicador apontado para o céu.


Essa curiosa formação rochosa é tão emblemática que figura na bandeira do estado do Rio de Janeiro e nos brasões dos municípios de Guapimirim, Magé e Teresópolis. É considerada o berço do montanhismo brasileiro, já que foi no Dedo de Deus que se realizou, em 1912, a primeira escalada esportiva registrada no país.


Após a breve parada, seguimos por mais alguns quilômetros até o Mirante do Soberbo, já no alto da serra.


O Mirante do Soberbo, também conhecido como Mirante da Vista Soberba, oferece uma das mais espetaculares vistas panorâmicas do estado do Rio de Janeiro. Dali é possível contemplar alguns dos principais picos da Serra dos Órgãos, como o Escalavrado (1.406 m), o Dedo de Nossa Senhora (1.320 m), o próprio Dedo de Deus (1.692 m) e a Cabeça de Peixe (1.680 m), entre outras formações impressionantes que compõem o maciço.


O nome Serra dos Órgãos foi dado pelos colonizadores portugueses, que, ao observarem a sucessão de picos verticais e alongados, associaram seu formato aos tubos dos órgãos das igrejas barrocas europeias.


Além da imponência da Serra dos Órgãos, o Mirante do Soberbo proporciona uma vista ampla da Baía de Guanabara, da Baixada Fluminense, da cidade do Rio de Janeiro e de parte da Região Metropolitana do Grande Rio.



O lugar faz jus ao nome: é realmente soberbo! Um ponto que convida à pausa, à contemplação e ao respiro profundo, mesmo sob um céu nublado, como o que nos acompanhou hoje.



Após longos minutos de contemplação e uma torcida, infelizmente em vão, para que as nuvens se afastassem do cume da Serra dos Órgãos, retomamos a viagem de moto rumo ao centro da encantadora cidade serrana de Teresópolis (RJ).


Reconhecida oficialmente como a “Capital Nacional do Montanhismo”, Teresópolis abriga cerca de 165 mil habitantes e ostenta o título de cidade mais alta do estado do Rio de Janeiro, situada a 871 metros acima do nível do mar. Essa altitude garante temperaturas amenas durante todo o ano, consolidando o município como um dos destinos mais frios e charmosos da Região Serrana Fluminense.


A área onde hoje se encontra Teresópolis era originalmente habitada pelos índios timbiras, no século XVI. Com o avanço da colonização, tornou-se refúgio para escravizados fugitivos das plantações de cana-de-açúcar da Baixada Fluminense, que fundaram o Quilombo da Serra, uma importante comunidade de resistência na região da Serra do Mar.


Em 1821, o português de origem inglesa George March adquiriu uma vasta gleba de terras na área, transformando-a em uma fazenda-modelo voltada à agricultura e à pecuária. A sede da propriedade localizava-se onde hoje está o Bairro do Alto, considerado o marco inicial da formação urbana de Teresópolis (RJ).


A Fazenda Santo Antônio, também chamada de Fazenda Sant’Ana do Paquequer, deu origem ao primeiro núcleo populacional expressivo ao longo da antiga rota que ligava a corte do Rio de Janeiro à província das Minas Gerais. A fazenda impulsionou o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e, posteriormente, do turismo, atividades que ainda hoje compõem pilares fundamentais da economia local.


O turismo em Teresópolis ganhou destaque durante o período imperial, quando a Família Real se encantou pelas montanhas, pelo clima agradável e pelas paisagens da serra fluminense, transformando a cidade em um refúgio de veraneio da nobreza.


Em 6 de julho de 1891, o então governador Francisco Portella elevou a freguesia à categoria de município, desmembrando-a de Magé e batizando-a como Teresópolis, em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, falecida dois anos antes.


O nome “Teresópolis” resulta da junção de Teresa com o termo grego pólis (cidade), significando literalmente “Cidade de Teresa”, uma homenagem que permanece viva na identidade e na história do município.


Ao chegarmos ao centro de Teresópolis, fizemos uma pausa para almoçar e recarregar as energias antes de prosseguir com nosso passeio.


Logo em seguida, seguimos para conhecer algumas das trilhas ecológicas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, agora em sua sede Teresópolis, que é a principal base administrativa e turística do parque.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Teresópolis – RJ
A entrada principal do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) fica na área urbana de Teresópolis, ao lado da ponte sobre o Rio Paquequer, próximo ao Mirante do Soberbo.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar no Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Teresópolis – RJ partindo do centro de Petrópolis – Rio de Janeiro – Brasil:
Contatos do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Teresópolis – RJ
- Endereço: Avenida Rotariana – Soberbo | Teresópolis – Rio de Janeiro – Brasil
- Telefones: (21) 2152-1100 | (21) 2642-4072
- E-mail: sac.parnaso@icmbio.gov.br
Para obter informações mais detalhadas, visite o site oficial do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO.
Horários de Funcionamento
- Terça a domingo: das 7h às 16h
Valores de Ingresso
- Público em geral: Gratuito
*Não é permitida a entrada de animais.
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 9 horas
Recursos para sua Visita


Assim como na sede Guapimirim, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) – sede Teresópolis oferece uma ampla variedade de trilhas ecológicas bem sinalizadas, ideais para quem busca contato direto com a natureza, contemplação de cachoeiras e vistas panorâmicas da Mata Atlântica.

Logo na entrada, seguimos até o Centro de Visitantes, em busca de informações sobre as trilhas e os atrativos disponíveis, considerando que nossa chegada já ocorria em um horário mais avançado da tarde.


Com o mapa e as orientações em mãos, seguimos com a Formosa até o final da estreita e sinuosa estrada que cruza boa parte do parque, em um trajeto de cerca de 3 quilômetros.


Ao término da estrada, encontramos um estacionamento nas proximidades da Praça da Barragem, local onde está instalado um importante sistema de captação de água responsável pelo abastecimento da cidade de Teresópolis, um exemplo de como o parque combina conservação ambiental com serviços essenciais à população.


Ao longo dessa estrada interna, estão distribuídos os acessos para as principais trilhas da sede Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, bem como áreas de estacionamento estrategicamente posicionadas para facilitar o deslocamento entre os atrativos naturais. Essa estrutura bem planejada permite que os visitantes aproveitem o parque de forma organizada, segura e com o mínimo impacto ambiental.


Ainda na Praça da Barragem, encontra-se o ponto de partida da Trilha Suspensa, um dos grandes atrativos da sede Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO).

Trilha Suspensa | Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Teresópolis – RJ
Uma das grandes atrações do PARNASO, a Trilha Suspensa começa na Praça da Barragem. Com piso de madeira e corrimão, a trilha é acessível até para cadeirantes, permitindo que todos possam desfrutar da beleza da Mata Atlântica.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 1.300 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 30 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado leve.

Com 1.300 metros de extensão, a Trilha Suspensa foi construída sobre a estrutura de um antigo aqueduto do início do século XX, que fazia parte do sistema de abastecimento de água da cidade. Hoje, o percurso elevado permite ao visitante caminhar literalmente sobre a Mata Atlântica, observando de perto a copa das árvores e desfrutando de uma experiência única de imersão na natureza.


A passarela de madeira com corrimão torna o trajeto acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, embora, naquele dia, estivesse bastante escorregadia devido à umidade. Após alguns minutos de caminhada, encontramos um trecho interditado para manutenção, o que nos impediu de completar todo o percurso.


Voltamos então à Praça da Barragem e optamos por seguir uma trilha mais curta, com piso natural, que conduz ao Poço do Beija-Flor.


O Poço do Beija-Flor, formado pelo rio de mesmo nome, é um dos locais mais encantadores do Parque Nacional da Serra dos Órgãos na sede Teresópolis (RJ). Suas águas cristalinas formam pequenas quedas e poços ideais para banho, atividade que, à época de nossa visita, ainda estava proibida em razão das restrições impostas pela pandemia. Mesmo assim, o cenário preservado, rodeado por vegetação densa e o som constante da água, proporcionou um momento de tranquilidade e contemplação.


Após conhecer o Poço do Beija-Flor, retornamos ao estacionamento, embarcamos na Formosa e seguimos pela estrada de paralelepípedos que atravessa boa parte do parque.


No segundo estacionamento, iniciamos mais uma caminhada por entre as trilhas do PARNASO.


Avançamos alguns metros pela estrada, que em determinados trechos é compartilhada por pedestres e veículos, até alcançarmos a ponte sobre o Rio Paquequer, curso d’água de grande importância para a região.


Ali, reencontramos a saída da Trilha Suspensa, que tem formato circular. Como parte do percurso ainda estava interditada, decidimos explorar o sentido oposto, caminhando desde o final até o ponto bloqueado.


Após subir e descer diversos degraus, percorremos cerca de 500 metros até chegarmos à Cachoeira Ceci e Peri, uma das joias naturais do parque. Formada por pequenas quedas d’água e rodeada por vegetação exuberante, ela marca o limite da área interditada e encanta pela harmonia entre rochas, água e mata nativa.


Encantados com o visual, retornamos à estrada e seguimos até o início da Trilha Cartão Postal, nossa próxima aventura do dia.

Trilha Cartão Postal | Parque Nacional da Serra dos Órgãos – PARNASO | Sede Teresópolis – RJ
A Trilha Cartão Postal é uma excelente escolha para quem deseja apreciar vistas deslumbrantes da Serra dos Órgãos. Este percurso ecológico atravessa áreas de floresta e leva a um mirante com uma vista espetacular do Pico Dedo de Deus, oferecendo uma das melhores perspectivas da cadeia de montanhas.
Informações da Trilha
Extensão, tempo e nível de dificuldade da trilha:
- Percurso: A trilha possui uma extensão de 1.200 metros.
- Duração: A média de tempo para completar a trilha é de 50 minutos.
- Nível de Dificuldade: O nível de dificuldade é considerado moderado.

Apesar do céu nublado e da garoa fina, a caminhada pela mata densa foi revigorante. O ar úmido, o som das gotas sobre as folhas e o perfume da vegetação criaram uma atmosfera envolvente, típica das florestas de altitude da Serra do Mar.


Durante o trajeto da Trilha do Cartão Postal, passamos ao lado de árvores centenárias, entre elas um jequitibá imponente, cujo tronco alto e robusto impressiona pela magnitude, um verdadeiro símbolo da resistência da Mata Atlântica.


Após cerca de 50 minutos de caminhada, enfrentando um trecho predominantemente íngreme, alcançamos o famoso Mirante do Cartão Postal do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.


O mirante faz jus ao nome: oferece uma vista panorâmica espetacular da Serra dos Órgãos, com destaque para o emblemático Pico Dedo de Deus (1.692 m).


Em dias de boa visibilidade, é possível avistar também o Pico do Escalavrado, o Dedo de Nossa Senhora, a Cabeça de Peixe, o Santo Antônio, o São João, o São Pedro, o Capucho do Frade e o Nariz do Frade, compondo um dos panoramas mais impressionantes da região serrana.


Infelizmente, o tempo não colaborou em nossa visita. Envoltos por neblina densa e garoa constante, nossa visão no mirante ficou limitada a poucos metros. Ainda assim, registramos o momento com uma fotografia junto à placa informativa que mostra o visual esperado em dias de céu limpo, uma lembrança simbólica e um convite para voltarmos em outra ocasião, de preferência sob um céu azul típico de inverno.


Com o relógio marcando próximo das 17h, aceleramos o passo na trilha. A escuridão que rapidamente tomava conta da mata fechada tornava o retorno desafiador e, ao mesmo tempo, mágico, o som da floresta se intensificava conforme a luz diminuía.

De volta ao estacionamento, reencontramos a Formosa e nos despedimos da sede Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, satisfeitos com o dia de imersão na natureza. Logo em seguida, seguimos para um passeio tranquilo pelo centro de Teresópolis.

Passamos pela Casa da Memória Arthur Dalmasso, atual sede da Secretaria de Cultura de Teresópolis, um espaço dedicado à preservação da história, da arte e das tradições locais.

Tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) em 2004, a charmosa construção foi erguida na década de 1920 pelo então prefeito José Lino de Oliveira Leite, como uma homenagem à sua esposa, Cecília da Silva Leite.

A Casa da Memória Arthur Dalmasso chama a atenção pela fusão de estilos arquitetônicos normando, neoclássico e art nouveau, com destaque para os belos ladrilhos portugueses, além de metais e vitrais importados da França, um reflexo da elegância e sofisticação da época.

O nome atual do espaço homenageia Arthur Dalmasso, médico, pintor, poeta e deputado, figura central no desenvolvimento cultural da cidade.

Dalmasso foi um dos fundadores da Academia Teresopolitana de Letras, da SOARTES e da Faculdade de Medicina de Teresópolis, atualmente UNIFESO.

Como a Casa da Memória estava fechada no momento da visita, seguimos pela Calçada da Fama, uma das áreas mais animadas do centro de Teresópolis (RJ). Com cafés, bares e lojas, o local é ponto de encontro tradicional de moradores e turistas, ideal para um passeio descontraído.

Logo adiante, chegamos à Praça Baltazar da Silveira, que encantava com sua decoração natalina, criando um ambiente festivo e acolhedor.

A praça, um dos principais cartões-postais da cidade, está localizada em frente à Igreja de Santa Teresa d’Ávila, reforçando o charme histórico e espiritual do entorno.


Paróquia de Santa Teresa d’Ávila – Igreja Matriz de Teresópolis
A Paróquia de Santa Teresa d’Ávila – Igreja Matriz de Teresópolis, exibe arquitetura neogótica e sobressai-se pela imponente volumetria da torre em sua fachada principal.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar na Paróquia de Santa Teresa d’Ávila – Igreja Matriz de Teresópolis partindo do centro de São Paulo – São Paulo – Brasil:
Contatos da Paróquia de Santa Teresa d’Ávila – Igreja Matriz de Teresópolis
- Endereço: Praça Baltazar da Silveira, 65 – Centro | Teresópolis – Rio de Janeiro – Brasil
- Telefone: (21) 2742-2963
- E-mail: psteresa.tere@gmail.com
Para obter informações mais detalhadas, visite a página oficial da Paróquia de Santa Teresa d’Ávila – Igreja Matriz de Teresópolis no Instagram.
Horários de Funcionamento
- Segunda a sábado: das 9h às 12h e das 14h às 18h
Valores de Ingresso
- Público em geral: Gratuito
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 30 minutos


A Paróquia de Santa Teresa d’Ávila, também conhecida como Igreja Matriz de Teresópolis, destaca-se pela sua arquitetura neogótica e pela imponente torre central que domina a paisagem.


As laterais da igreja são realçadas por contrafortes e vitrais tchecos com verga ogival, que retratam passagens bíblicas em cores vibrantes.


Na época da construção, esses vitrais desempenhavam papel fundamental: ajudavam os fiéis analfabetos a compreender os ensinamentos bíblicos por meio de imagens, uma tradição comum em igrejas europeias que foi trazida para o Brasil durante o período colonial.


Da igreja matriz, seguimos caminhando até o Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura Municipal de Teresópolis, outro marco histórico que compõe o belo conjunto arquitetônico do centro.


Em seguida, deixamos a área central e rodamos até a Paróquia de Santo Antônio de Paquequer, outro importante templo religioso da cidade.


Igreja de Santo Antônio de Paquequer
Consagrada em 1934, a charmosa Igreja de Santo Antônio de Paquequer apresenta estilo arquitetônico nórdico, com destaque para seu arco ogival na entrada, que confere ao templo um aspecto singular e acolhedor.
Como chegar
Mapa e roteiro de como chegar na Igreja de Santo Antônio de Paquequer partindo do centro de Florianópolis – Santa Catarina – Brasil:
Contatos da Igreja de Santo Antônio de Paquequer
- Endereço: Avenida Oliveira Botelho, 620 – Alto | Teresópolis – Rio de Janeiro – Brasil
- Telefone: (21) 98495-1877
- E-mail: psat@diocesepetropolis.org.br
Para obter informações mais detalhadas, visite a página oficial da Igreja de Santo Antônio de Paquequer no Instagram.
Horários de Funcionamento
- Segunda a sábado: das 9h às 18h
- Domingo: das 19h às 21h
Valores de Ingresso
- Público em geral: Gratuito
Recomendamos verificar as tarifas antes da sua viagem, pois os valores podem ser alterados a qualquer momento.
Tempo Médio de Visitação
- 30 minutos


Consagrada em 1934, a charmosa Igreja de Santo Antônio de Paquequer apresenta estilo arquitetônico nórdico, com destaque para o arco ogival na entrada, que confere ao templo um aspecto singular e acolhedor.


O fundo do altar é adornado por um magnífico painel do artista Max Grossmann, que acrescenta um toque artístico e sereno ao ambiente.


Com o aumento do número de fiéis ao longo dos anos, foi construída uma nova igreja ao lado da original, mais ampla e moderna, criando um contraste interessante entre o antigo e o contemporâneo, e valorizando ainda mais o patrimônio histórico da construção original.


À medida que a noite caía, deixamos a igreja e seguimos até um dos locais mais tradicionais de Teresópolis (RJ): a Fonte Judite (ou Judith), famosa por sua água mineral naturalmente pura e pela história que a envolve.

Datada da década de 1920, a Fonte Judite surgiu após um episódio marcante. Conta-se que um comerciante carioca, dono de uma casa de veraneio em Teresópolis, costumava caminhar diariamente com sua filha Judite, que sofria de problemas estomacais, até uma nascente de onde brotava uma água cristalina da montanha. Lá, mãe e filha faziam suas preces a Nossa Senhora de Lourdes e bebiam da água. Com o tempo, a saúde da menina melhorou, e o pai atribuiu a recuperação às propriedades medicinais da nascente.

Em gratidão, mandou construir uma fonte ornamentada no local. Anos depois, o terreno foi vendido ao empresário Arnaldo Guinle, que manteve a construção, preservou o nome da fonte e a embelezou com azulejos portugueses, pinhas ornamentais e um gradil de ferro. No topo, foi instalada uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes, e as iniciais “AG” do novo proprietário permanecem gravadas até hoje.

Atualmente, a Fonte Judite é monitorada pela Secretaria de Saúde de Teresópolis, que realiza análises periódicas da qualidade da água. As primeiras análises já indicavam a presença do radônio, elemento químico natural associado às propriedades terapêuticas atribuídas à nascente desde sua descoberta.

Já era noite quando nos despedimos de Teresópolis e retomamos a BR-116 rumo a Cachoeiras de Macacu, onde estávamos hospedados. Poucos minutos após iniciarmos a descida da serra, fomos surpreendidos por um forte temporal, que chegou de repente, sem nos dar tempo sequer para vestir as capas de chuva.

Rodamos cerca de cinco quilômetros até o tradicional Posto Garrafão, trecho suficiente para ficarmos completamente encharcados. Já molhados, vestimos as capas e seguimos sob o aguaceiro até o hotel, onde chegamos com frio e com a missão de improvisar varais no quarto para secar roupas e equipamentos, torcendo para que tudo estivesse pronto para o próximo dia de estrada.

Acima o mapa com o trajeto percorrido no dia entre Cachoeiras de Macacu e Teresópolis, passando por Guapimirim – RJ.


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