Despertar e se deparar com o cenário lindo do enorme paredão de rocha da Serra da Canastra é a certeza que teremos um excelente dia!

Ontem conhecemos um pouco da parte alta do Parque Nacional da Serra da Canastra, o Chapadão do Diamante, e hoje partimos desbravar algumas belezas da parte baixa do parque.

A bordo do veículo 4×4 seguimos pelas estradas de terra rumo ao distrito de São José do Barreiro, pertencente ao município de São Roque de Minas.

Águas cristalinas do rio São Francisco:

Até chegar na primeira atração do dia, a parte baixa da Cachoeira Casca d’Anta, percorremos o Vale da Canastra.

Além das inúmeras cachoeiras, o parque é um divisor natural de águas das bacias dos rios São Francisco e Paraná, neste caso contribuindo ao sul com o rio Grande, pelo qual passamos no segundo dia da Expedição 2018: Tapajós – Amazonas, e ao norte com o rio Paranaíba, através do rio Araguari que nasce dentro do parque.

Em determinado momento do percurso conseguimos avistar a mais conhecida cachoeira do Parque Nacional da Serra da Canastra, a Casca d’Anta.

Passamos por outro riacho de águas transparentes.

E logo chegamos na portaria 4 do parque.

Parque Nacional da Serra da Canastra

Local: Portaria 4 | São José do Barreiro | São Roque de Minas – MG
Telefone: (37) 3433-1326 | (37) 3433-1324
E-mail: parnacanastra@icmbio.gov.br
Site: www.icmbio.gov.br/portal/visitacao1/unidades-abertas-a-visitacao/198-parque-nacional-da-serra-da-canastra
Funcionamento: Entrada todos os dias das 8h00 às 16h00 e saída até às 18h00 | Durante o verão entrada todos os dias das 8h00 às 17h00 e saída até às 19h00
Ingresso: R$ 10,00
Tempo médio de visitação: 2 dias

Após desembarcar do carro caminhamos por uma aprazível trilha por cerca de 1.800 metros em meio a mata ciliar.

O local, que abriga um mirante, conta também com banheiros e quiosques para descanso.

A trilha segue pela margem do rio São Francisco e em diversos momentos conseguimos avistar a queda d’água.

Em poucos minutos chegamos ao mirante.

A vista do local é de admirar a todos.

O nome da cachoeira vem da árvore nativa Casca d’Anta (Drimys winteri), que contém propriedades medicinais, na qual as antas se esfregam para curar suas feridas.

Pelo trajeto passamos pelas lindas flores sempre-vivas, uma espécie de planta que após colhida e seca mantém sua aparência e coloração por um longo período.

Se aproximando dos pés da magnífica cachoeira.

São simplesmente 186 metros de queda livre, o equivalente a um edifício com mais de 50 andares.

Lugar fantástico!

Após nos encantar com tamanha beleza, regressamos pela mesma trilha.

Deixamos o Parque Nacional da Serra da Canastra e voltamos a rodar pelas estradas de terra da região até chegar na Reserva Natural da Cachoeira do Cerradão.

A área que abriga uma das maiores cachoeiras da Serra da Canastra foi transformada em RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural em agosto de 2001 por ato do Ibama.

Reserva Natural da Cachoeira do Cerradão

Local: Reserva Natural da Cachoeira do Cerradão | São Roque de Minas – MG
Funcionamento: Entrada todos os dias das 8h00 às 16h00 e saída até às 17h00 | Durante o verão entrada todos os dias das 9h00 às 17h00 e saída até às 18h00
Ingresso: R$ 20,00
Tempo médio de visitação: 2 horas

Existe um limite de 60 visitantes por período, toda vez que esse número é atingido os turistas que chegam devem aguardar na portaria ou agendar a visita para outro dia.

Quando chegamos ao local o movimento era tranquilo, provavelmente por ser segunda-feira, então acessamos a reserva natural rapidamente.

Além da cachoeira, a área conta com nascentes, campos, mata ciliar e cerrado muito bem preservados.

Iniciamos a caminhada por uma trilha de aproximadamente 1.500 metros, parcialmente sombreada e muito bem demarcada, cercada por plaquinhas com a indicação das principais espécies da flora local.

Tronco de uma corticeira, da qual são feitas as rolhas de cortiça.

A Cachoeira do Cerradão está dividida em três lances e o resultado é uma queda que supera os 200 metros de altura!

Após alguns minutos chegamos ao ponto que proporciona uma linda vista da Cachoeira do Cerradão.

Seguimos caminhada até a base da enorme cachoeira.

Por ser muito alta e dividida em três quedas, não é possível avistar toda a cachoeira de sua base.

Enormes pedras circundam o poço formado na base da cachoeira.

Após apreciar o local e descansar, caminhamos mais alguns metros até chegar aos pés do segundo lance da cachoeira, onde existe outro poço de águas límpidas.

Outra trilha segue até a base do primeiro lance da queda, mas não fizemos por ser uma trilha difícil e perigosa (bem íngreme e sem corrimão). Fica para a próxima…

Na sequência regressamos à portaria por uma trilha diferente da ida e deixamos o local, seguindo até o Sítio Talismã.

Sítio Talismã

Local: Serra da Canastra – Sentido Cachoeira do Cerradão | São Roque de Minas – MG
Telefone: (37) 99962-1286 | (37) 99865-7692
Facebook:
www.facebook.com/queijocanastrasitiotalisma

No Sítio Talismã fomos recepcionados pela simpática Dona Cida, que prontamente nos levou até uma mesa aos fundos de sua casa, a qual estava farta. Eram diversos queijos e doces, além do tradicional café mineiro.

Todos os produtos são feitos por ela, seu marido Antônio e família, com muita dedicação e amor, que conseguimos sentir em cada lasca de queijo e colherada de doce.

Queijo canastra meia cura, queijo canastra curado, queijo curado no vinho, queijo curado na cerveja, queijo curado no café, queijo com cominho, queijo com especiarias e queijo mofado! As opções de doces também eram várias, doce de leite, doce de leite com café, ambrosia, morango com manga, manga com abacaxi, entre outros.

Todos estavam deliciosos, uma parada obrigatória para quem visita a Serra da Canastra.

Após os queijos, doces e café, voltamos ao centro de São Roque de Minas.

E no fim do dia conseguimos avistar um tucano.

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