Após nos saborear com o café da manhã repleto de delícias mineiras (pão de queijo, biscoito de polvilho, queijo canastra e café cremoso) fizemos novas amizades.

Na sequência embarcamos em um veículo 4×4 e partimos explorar um pouquinho da parte alta do Parque Nacional da Serra da Canastra, um dos mais importantes parques nacionais brasileiros, criado em 1972 para assegurar a preservação da flora e da fauna da região.

O parque abrange 6 municípios mineiros (Capitólio, São João Batista do Glória, Delfinópolis, Sacramento, São Roque de Minas e Vargem Bonita) e conta com 4 portarias, como estamos hospedados em São Roque de Minas, entramos pela portaria 1.

Parque Nacional da Serra da Canastra

Local: Portaria 1 | São Roque de Minas – MG
Telefone: (37) 3433-1326 | (37) 3433-1324
E-mail: parnacanastra@icmbio.gov.br
Site: www.icmbio.gov.br/portal/visitacao1/unidades-abertas-a-visitacao/198-parque-nacional-da-serra-da-canastra
Funcionamento: Entrada todos os dias das 8h00 às 16h00 e saída até às 18h00 | Durante o verão entrada todos os dias das 8h00 às 17h00 e saída até às 19h00
Ingresso: R$ 10,00
Tempo médio de visitação: 2 dias

A Serra da Canastra é uma magnífica cadeia de montanhas com o formato de baú (eis a origem de seu nome, pois canastra é um tipo antigo de baú).

O famoso navegador italiano Américo Vespúcio foi o primeiro europeu a pisar nesta parte do país. Em 1501, imediatamente após o descobrimento do Brasil, ele liderou uma expedição que seguiu até a Serra da Canastra, navegando pelo rio São Francisco.

E a nascente histórica do rio São Francisco foi nosso primeiro ponto de parada dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra.

Por muito tempo acreditou-se que a nascente do rio São Francisco ficasse neste local, porém, pesquisas recentes revelaram que a verdadeira nascente fica em Medeiros – MG, cerca de 50km ao norte daqui. Por este motivo o lugar é hoje chamado de nascente histórica.

Deixando as discussões sobre o ponto exato da nascente do rio São Francisco de lado, o Velho Chico, como é carinhosamente chamado, se estende por quase 3.000km, corta 521 municípios e é um dos mais importantes rios brasileiros.

Em 2014, durante um longo período de estiagem, a nascente histórica do rio São Francisco chegou a secar completamente. Isso jamais havia acontecido, mas com o reinício das chuvas, dois meses mais tarde, a água voltou a brotar do solo.

Aliás, setembro é o penúltimo mês do período de seca na região, que vai de abril a outubro. Durante o período chuvoso (novembro a março) as estradas ficam debilitadas, dificultando o acesso às atrações do parque.

De volta à estrada.

Antes de partir fizemos uma foto com o quadriciclo de um brigadista na entrada da nascente histórica do rio São Francisco.

O simpático brigadista desempenha um papel de suma importância na manutenção e preservação deste tesouro natural, combatendo incêndios e monitorando todo o parque, eles são verdadeiros heróis.

FredLee com o brigadista Paulo Henrique:

Da nascente histórica do rio São Francisco seguimos para a parte alta da Cachoeira Casca d’Anta. Durante o trajeto avistamos um animal que supomos ser um lobo guará, mas não conseguimos ter certeza pela distância.

Na sequência vimos um veado campeiro.

E um tamanduá bandeira.

Centro de visitantes da parte alta da Cachoeira Casca d’Anta:

A Cachoeira Casca d’Anta, que fica a cerca de 14km após a nascente histórica do rio São Francisco, é a maior queda do rio.

No local caminhamos por uma pequena trilha que leva até um mirante natural.

O desnível superior a 300 metros proporciona uma das mais lindas vistas panorâmicas da região.

Dali conseguimos avistar o curso do rio até a primeira curva rumo ao nordeste.

Aproveitamos a sombra no local e lanchamos um sanduíche recheado com queijo canastra e manteiga mineira, curtindo este visual deslumbrante.

Após o lanche retornamos pela mesma trilha.

As montanhas da Serra da Canastra, com altitudes que variam entre 900 e 1500 metros, são formadas principalmente por quartzito, um tipo de rocha extremamente dura e resistente.

Durante a caminhada pela parte alta da cachoeira passamos por lindas piscinas naturais, repletas de águas cristalinas, que convidam ao mergulho.

Após nos refrescar nas águas regressamos ao centro de visitantes.

Nos despedimos da parte alta da Cachoeira Casca d’Anta e voltamos a rodar pelas estradas de terra do Parque Nacional da Serra da Canastra.

A próxima parada foi para conhecer a Cachoeira Rasga Canga.

Seguimos pela breve trilha e ao final encontramos um lugar encantador, onde as águas se dividem em duas partes e depois da cachoeira voltam a se encontrar.

Uma linda e cristalina piscina natural é formada na base da cachoeira.

Um verdadeiro paraíso!

Nos despedimos da Cachoeira Rasga Canga e rumamos ao Curral de Pedras.

Durante o percursos avistamos uma siriema.

E um tatu.

Pelas estradas da Serra da Canastra.

Por ser o ponto de encontro de dois grandes ecossistemas brasileiros, a mata atlântica e o cerrado, a Serra da Canastra combina a vegetação rasteira típica do Brasil Central com bolsões de matas mais densas.

Por fim conhecemos o Curral de Pedras, também conhecido como Retiro dos Posses, nome da fazenda dos antigos proprietários.

A construção erguida no século XIX era usada geralmente no verão, quando o gado de leite era levado para as partes mais altas da Serra da Canastra para desfrutar de melhores pastagens.

O curioso é que cada pedra era cuidadosamente encaixada na outra, sem o uso de argamassa.

A partir do leite cru das vacas confinadas nos currais, os boiadeiros desenvolveram um queijo de sabor forte, denso e picante, único no mundo, que ficou conhecido como queijo Canastra. Fabricá-lo é uma tradição que já dura quase 200 anos.

Do Curral de Pedras seguimos à portaria 1 do Parque Nacional da Serra da Canastra, e agora pudemos ver uma coruja buraqueira.

E também um carcará:

E assim que deixamos o parque foi a vez de passar pelas vacas.

Após a visita ao parque fomos conhecer o centro de São Roque de Minas.

São Roque de Minas foi fundada em 1962 e conta com aproximadamente 7.000 habitantes.

Igreja matriz:

As árvores da praça em frente à igreja matriz estavam repletas de papagaios.

Antes de seguir ao hotel não poderíamos deixar de comer… pão de queijo! Esses eram diferentes, um recheado com queijo canastra e outro com pernil, para acompanhar aquele cafezinho mineiro.

Para encerrar o dia jantamos uma pizza mineira!

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