Após o café da manhã carregamos a moto e nos despedimos de Sorocaba pela rodovia SP-075, estrada que tem início no centro da cidade e segue até Campinas.

Passamos por Indaiatuba e deveríamos contornar Campinas, mas não vimos nenhuma placa indicando Mogi Mirim e de repente estávamos no centro da cidade paulista.

Por sorte seguimos pela avenida principal e em meio a um alto fluxo de veículos chegamos na rodovia SP-340.

Pela rodovia estadual rodamos até Mococa, a última cidade paulista antes da divisa com Minas Gerais.

Vale destacar que de Capão Bonito até Mococa foram cerca de 400km de estradas pedagiadas, duplicadas e em ótimo estado de conservação. Passamos por 8 praças de pedágio, e em todas a passagem é livre para motos.

Assim que a estrada deixou de ser duplicada, e passou a ser de mão dupla, cruzamos a divisa de São Paulo com Minas Gerais.

A primeira coisa que fizemos em Minas Gerais foi parar em uma lanchonete e experimentar um legítimo pão de queijo.

Êta trem bão dimai da conta, sô!

Seguimos viagem pelas rodovias mineiras, rodeados por plantações de café.

Monumento Cristo Redentor em São Sebastião do Paraíso:

Em São Sebastião do Paraíso deixamos a BR-491 e passamos a rodar pela pedagiada MG-050.

A rodovia é de mão dupla e está em bom estado de conservação. Em Passos um pequeno trecho da estrada é duplicada, seguíamos tranquilos até que avistamos um carro vindo em nossa direção.

Uai! Após o fato curioso a pista voltou a ser de mão dupla e, nada melhor que um pare e siga beeem demorado em uma tarde ensolarada quente pra chuchu!

O dia todo passou num piscar de olhos, com exceção dos poucos minutos que ficamos parados cozinhando na fila do pare e siga, que pareceram uma eternidade.

Assim que o sinal ficou verde tratamos de acelerar para nos refrescar com o vento.

Já era meio da tarde quando passamos pela ponte sobre o rio Grande, que nasce na Serra da Mantiqueira, em Bocaina de Minas, e percorre 1360km até se juntar ao rio Paranaíba na divisa entre Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, para então formar o majestoso rio Paraná.

Em 1958 iniciou-se a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas, considerada a maior obra da América Latina em execução na época, a qual foi concluída em 1965 e passou a represar as águas do rio Grande.

O reservatório formado pela usina é conhecido como Lago de Furnas, e carinhosamente chamado pela população local de Mar de Minas. O lago banha atuais 34 municípios mineiros e cobre cerca de 1440km², quando em nível máximo de operação.

Ao longo da MG-050 vimos várias barraquinhas e muitos carros, ônibus e motos parados no acostamento.

Decidimos parar em um destes locais também e nos deparamos com diversas trilhas curtas.

Estas trilhas seguem pela mata nativa e passam por pequenos córregos que formam cachoeiras e belas piscinas naturais.

Seguimos por uma trilha até o Mirante dos Cânions.

A breve caminhada nos levou até o mirante natural de onde conseguimos avistar os cânions, que chegam a 20 metros de altura e emolduram as águas verde-esmeralda do Lago de Furnas.

Vários barcos e catamarãs repletos de turistas exploravam as águas cristalinas, as cachoeiras e grutas do Mar de Minas.

Mais alguns passos e conseguimos ver a cachoeira com pouca vazão de água, pelo fato de ser época de seca.

Pessoal se refrescando nas piscinas naturais:

Após nos encantar com o cenário, regressamos à estrada.

A paisagem ao redor da estrada nesta região é muito bonita.

Aos poucos o trânsito foi ficando mais pesado até que uma enorme fila surgiu em nossa frente e seguimos em velocidade reduzida.

O alto fluxo de veículos seguiu até o acesso a Capitólio, dali em diante o movimento voltou a ser tranquilo.

Após passar por três praças de pedágio e deixar R$ 3,00 em cada uma delas, deixamos a rodovia estadual MG-050 e passamos a rodar pela MG-341.

E foi neste asfalto que pudemos curtir o segundo pôr do sol da estrada durante a Expedição 2018: Tapajós – Amazonas.

Já estava noite quando chegamos em São Roque de Minas.

Agora vamos descansar, pois amanhã conheceremos um pedacinho da Serra da Canastra!

Trajeto percorrido no dia:

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