Bom dia Rio de Janeiro! Após o café da manhã fomos ao terraço do Hotel Atlântico Business apreciar a vista que o local proporciona.

Hotel Atlântico Business

Local: Rua Senador Dantas, 25 | Centro | Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 3626-7000
Site: www.atlanticobusiness.com.br

Pão de Açúcar:

Cristo Redentor, no alto do Corcovado:

Com a mochila nas costas partimos para uma caminhada pelo centro histórico do Rio de Janeiro.

Bem próximo do hotel onde nos hospedamos fica o Passeio Público e a praça Mahatma Gandhi.

Teatro Riachuelo, situado em uma edificação que abrigava o Cine Palácio:

Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro:

Automovel Club do Brasil:

Sob um sol escaldante, logo nas primeiras horas de domingo, seguimos em direção à Escadaria Selarón.

A informação que nos deram de que o centro do Rio de Janeiro costuma ficar deserto no domingo se confirmou.

Passamos por poucas pessoas até chegar na Escadaria Selarón, no momento em que os vendedores de lembrancinhas se preparavam para expor seus produtos.

Escadaria Selarón

Local: Rua Joaquim Silva | Lapa | Rio de Janeiro – RJ
Funcionamento: Todos os dias
Ingresso: Gratuito
Tempo médio de visitação: 30 minutos

Os 250 degraus da escadaria que liga o bairro da Lapa com Santa Teresa foram decorados pelo artista plástico chileno Jorge Selarón, que declarou a obra como uma “homenagem ao povo brasileiro”.

Selarón iniciou a obra nos anos 90, por iniciativa e com recursos próprios.

O local é conhecido mundialmente e, dentre os mais de 2000 azulejos que compõem o gigantesco mosaico, existem peças de mais de 60 países, em sua maioria presentes de turistas e fãs ao artista.

A Escadaria Selarón fica a poucos metros do Aqueduto Carioca, mais conhecido como Arcos da Lapa, que foi construído (por índios e escravos) para distribuir à população as águas das nascentes do rio Carioca. Sua inauguração ocorreu em 1727.

A construção, de estilo romano, possui 270 metros de extensão e conta com 42 arcos duplo de alvenaria.

É a maior obra arquitetônica realizada no Brasil durante o período colonial.

Atualmente serve de viaduto para a passagem dos bondes que ligam a estação da Carioca ao bairro de Santa Teresa.

Seguimos a caminhada até a Catedral Metropolitana.

Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro

Local: Avenida Chile, 245 | Centro | Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 2240-2669
Site: www.catedral.com.br

Chegamos na Catedral do Rio de Janeiro, que se destaca por sua arquitetura, no momento em que várias pessoas se preparavam para o início da missa e cerimônia de Crisma.

Sua forma cônica tem inspiração em uma pirâmide Maia e significa a equidistância e proximidade das pessoas em relação a Deus, lembrando um pouco também a mitra usada pelos bispos nas cerimônias mais solenes.

A Catedral foi inaugurada em 1976, possui 75 metros de altura, 106 metros de diâmetro e tem capacidade para abrigar 5.000 pessoas sentadas ou 20.000 em pé.

Deixamos a igreja antes do início da missa e a próxima parada foi no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, considerado a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul.

A imponente edificação foi inaugurada em 1909.

Infelizmente a visita guiada por seu interior ocorre apenas de terça a sábado.

Não tem problemas, é mais um bom motivo para retornamos à capital fluminense.

Lateral do Theatro Municipal:

Sua fachada é rica em detalhes.

A águia do topo da construção pesa 350kg e recebeu 8 mil folhas de ouro 23 quilates.

Estátua em homenagem a Carlos Gomes, o maior compositor brasileiro de ópera:

Palácio Pedro Ernesto, inaugurado em 1923:

Atualmente a edificação abriga a Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Tradicional Bar Amarelinho da Cinelândia, fundado em 1921:

Monumento em homenagem ao marechal Floriano Peixoto:

Da praça Floriano seguimos até o Largo da Carioca.

No alto do Largo da Carioca fica o Santuário e Convento de Santo Antônio.

O conjunto do século XVIII, que inclui o convento e as igrejas de Santo Antônio e de São Francisco da Penitência, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan).

Chegamos na igreja de Santo Antônio bem na hora da missa.

O local também abriga um museu, o qual estava fechado, assim como a igreja de São Francisco da Penitência, a qual é considerada uma jóia rara do barroco, com paredes de cedro recobertas por 400 quilos de entalhes de ouro.

Largo da Carioca:

Relógio da Carioca:

Tranquilidade em um domingo de manhã nas ruas centrais do Rio de Janeiro:

Igreja São José, inaugurada em 1842.

O interior da Igreja São José é decorado com talha de estilo rococó de autoria de Simeão de Nazaré, discípulo do Mestre Valentim.

Ao lado da igreja fica o Palácio Tiradentes, onde funcionou o Congresso Nacional entre os anos de 1926 e 1960.

Atualmente o local abriga a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

A construção do Palácio Tiradentes iniciou em 1922 e sua conclusão ocorreu em 1926.

Bem próximo do Palácio ficam estas duas igrejas:

A igreja do lado esquerdo da foto acima é a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, a qual foi catedral do Rio de Janeiro até a década de 70, quando a catedral passou a ser a atual.

Foi também a Capela Imperial na época de Dom Pedro I e Dom Pedro II.

O templo foi sagrado no dia 22 de Julho de 1770 e sua fachada foi completada apenas por volta de 1822 pelo arquiteto português Pedro Alexandre Cavroé, que deu ao edifício um frontão elevado em estilo clássico.

Seu interior é de grande beleza, principalmente pela talha dourada em estilo rococó, realizada pelo mestre Inácio Ferreira Pinto a partir de 1785.

A igreja vizinha é a Igreja da Venerável e Arquiepiscopal Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Sua fachada contém vários ornamentos e um belo portal em lioz português.

A construção da igreja iniciou no ano de 1755 e as obras se estenderam até 1770.

As torres atuais, com cúpulas bulbosas cobertas de azulejos, foram construídas entre 1847 a 1850.

Casario de época no centro do Rio de Janeiro:

Bonde passando pela praça Quinze de Novembro, em frente às igrejas:

Estátua de General Osório, primeiro monumento da República:

A escultura foi inaugurada em 1894 e possui oito metros de altura.

Estátua de General Osório na praça Quinze de Novembro e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé aos fundos.

Antigo Chafariz Colonial, também chamado de Chafariz da Pirâmide, inaugurado em 1779:

Na praça Quinze estava este skate gigante:

FredLee não perdeu tempo e foi logo demonstrar suas habilidades.

Enquanto isso os bondes iam e vinham.

Construções de época:

Tribunal Marítimo:

Quando percebemos estávamos em frente ao Espaço Cultural da Marinha, que abriga o Submarino Museu Riachuelo, o Contratorpedeiro Museu Bauru, o Helicóptero Museu Sea King, a Nau dos Descobrimentos e o carro de combate Cascavel.

Dali também partem dois passeios náuticos, um pela Baía de Guanabara e o outro para a Ilha Fiscal. Como havia uma fila muito grande para entrar no local, sob o sol forte, decidimos deixar para conhecer o Espaço Cultural da Marinha em outra viagem.

Seguimos nossa caminhada, agora em busca de um local para almoçar.

Baía de Guanabara:

Estátua de Dom João VI:

Estação Praça XV, terminal hidroviário construído entre os anos de 1904 e 1912.

Ponte Rio-Niterói:

Torre do extinto Mercado Municipal, fundado em 1933:

O calor estava pegando, então sempre que tinha uma sombra, corríamos até ela.

Não tenho certeza, mas acho que é um pé de cacau.

Museu da Imagem e do Som:

Obelisco com estátua do Barão do Rio Branco, inaugurado em setembro de 1943, na praça dos Expedicionários

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ).

Ruas desertas e praticamente todos os comércios fechados, estava difícil achar um local para almoçar.

Andamos, andamos, andamos e acabamos voltando próximo de onde estávamos.

Na rua do Ouvidor, próximo da praça Quinze de Novembro, alguns restaurantes estavam abertos. Optamos em almoçar no restaurante Plus, onde um simpático e prestativo garçom nos abordou na calçada e nos apresentou o cardápio.

Enquanto nossa refeição era preparada, nos refrescamos com uma cerveja Colorado Appia bem gelada.

Eu escolhi um contra filé e a Sayo experimentou um prato com linguiça mineira, a qual estava deliciosa!

Fizemos questão de elogiar os pratos, especialmente a linguiça mineira, para o garçom, que nos apresentou o proprietário, e cheff, do restaurante. Ele nos contou que a linguiça é feita por sua mãe, de forma artesanal, em uma cidade no interior de Minas Gerais.

Para nossa surpresa, enquanto nos preparávamos para deixar o local ele nos presenteou com três linguiças mineiras e garantiu nossa janta.

Com o presente na mochila seguimos a caminhada pelas ruas centrais da capital fluminense.

Chegamos no Museu Histórico Nacional no momento em que os portões eram abertos.

Museu Histórico Nacional

Local: Praça Marechal Âncora | Centro | Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 3299-0324
Site: www.mhn.museus.gov.br
Funcionamento: Terça a sexta das 10h00 às 17h30 | Sábado, domingo e feriados das 13h00 às 17h00
Ingresso: R$ 10,00 | Entrada gratuita aos domingos
Tempo médio de visitação: 4 horas

Não poderíamos deixar o Rio de Janeiro sem antes passar no Museu Histórico Nacional. Com o voo de retorno a Florianópolis marcado para às 16h00, conseguimos dar uma passada geral pelo museu, embora o mesmo exija um tempo maior para uma visita mais rica e detalhada.

O Museu Histórico Nacional fica em um conjunto arquitetônico que formava a Fortaleza de Santiago, construída em 1603, e reúne um acervo com cerca de 258 mil itens, entre objetos, documentos e livros, sendo considerado o mais importante museu de história do país.

Pátio de Santiago:

Galeria Jenny Dreyfus:

A pintura do teto mostra um conjunto de alegorias que representam códigos de leis de diferentes épocas, oferecendo uma leitura da história nacional do Direito que integra, simbolicamente, o Brasil na tradição da antiguidade clássica como herança ibérica.

Abaixo a foto da pintura que representa o Código Filipino:

A pintura do Código Afonsino destaca as embarcações em mar agitado, representando a época das grandes navegações portuguesas:

A pintura abaixo representa o Código Civil Brasileiro. Na pintura as figuras de um homem com uma tocha de fogo e uma mulher que traz um livro, acompanham uma figura feminina central, que empunha a bandeira republicana do Brasil e pisa num capacete.

As exposições apresentam a história do Brasil: acervo tradicional, peças contemporâneas e recursos multimídia auxiliam o visitante na compreensão da história.

A próxima seção do museu se chama Oreretama.

Reprodução da caverna do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, com desenhos rupestres representando animais:

Sala com informações sobre os Sambaquis:

Sala dedicada aos donos da terra:

Panelas do século XXI da tribo Waura e pá de virar beiju do século XX do povo Karib:

Os adornos corporais entre os povos indígenas são definidores da condição de gênero, faixa etária, social e étnica.

As crianças, seres inacabados, precisam ser preparadas para a vida adulta. O processo educativo se dava por meio de brincadeiras.

Borduna de madeira e palha do século XVI, a qual consta ter pertencido a Tibiriçá:

Seção Portugueses no Brasil:

Olha só alguns itens da região dos Sete Povos das Missões, da qual o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões – RS, faz parte. Visitamos o local durante a Expedição 2015: Missões – Yucumã.

Área com artigos das presenças francesa e holandesa no Brasil.

Inconfidências:

Reconstituição da tradicional Farmácia Homeopática Teixeira Novaes, que funcionou de 1847 a 1983 no centro do Rio de Janeiro.

As esculturas da imagem abaixo representam os vendedores ambulantes que circulavam pelas cidades brasileiras até as primeiras décadas do século XX.

O Altar de Oxalá:

Esse altar dedicado ao “Grande Orixá” ou “O Rei do Pano Branco”, “Pai de Todos”, também chamado de “Obatalá”, é o mais importante e mais elevado dos deuses iorubas.

Barco de origem chinesa do século XVIII que pertenceu a Dom Pedro I:

Seção A Construção do Estado Nacional:

6.400 Réis – peça da Coroação Ouro – 1922.

FredLee observando a réplica da moeda em tamanho original:

Tela representando a abordagem da Fragata Imperatriz pelos navios argentinos durante a Guerra da Cisplatina. Óleo sobre tela de 1875, autoria de Edoardo de Martino.

Trono do Supremo Tribunal de Justiça Militar utilizado por Dom Pedro II.

Estudo da obra representando a Coroação de Dom Pedro II. Óleo sobre tela da década de 1840, autoria de Manuel de Araújo.

Óleo sobre tela de Edoardo de Martino, obra de 1872 representando a chegada da Fragata Constituição ao Rio de Janeiro, a qual trazia a princesa do Reino das Duas Sicílias, Dona Teresa Cristina.

Pátio dos Canhões:

Móveis e utensílios do século XIX:

Secretária de madeira e metal que pertenceu a princesa Isabel.

Olha a riqueza dos detalhes:

Algumas telas impressionam por suas dimensões.

Trajes militares:

Pena – Caneta da Lei Áurea:

Com a inscrição “A D. Isabel, a Redentora, O Povo Brasileiro”, foi oferecida à princesa, por subscrição pública, pela assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

Seção A Cidadania em Construção:

Exposição Do Móvel ao Automóvel – Transitando pela História:

Berlindas doadas por Joaquim Ferreira Alvez, proprietário de uma casa funerária em Lisboa:

As pinturas que decoram as berlindas são alusivas ao uso em cortejos fúnebres.

Com espaço interno para quatro ou seis pessoas, portas laterais e estribos para facilitar o acesso, uma berlinda podia ser atrelada a dois, quatro ou mesmo seis animais, os quais eram conduzidos por um cocheiro.

O Brasil só conheceu a berlinda a partir da segunda metade do século XVIII, mas apenas o Vice-rei, os funcionários mais graduados da Justiça e da Fazenda, e um ou outro proprietário rural abastado podiam dar-se ao luxo de adquirir e manter um veículo tão dispendioso e de circulação tão restrita, devido ao tipo das ruas, estreitas e de calçamento irregular.

Muita coisa mudou dessa época para hoje em dia, mas a parte do calçamento irregular me parece bastante atual.

Carruagem com espaço interno para quatro ou seis pessoas, lanternas e boléia alta, tendo nas portas o brasão da Família Imperial, foi utilizada por Dom Pedro II:

Com o brasão da Família Imperial nas portas, a viatura da foto abaixo foi utilizada pela imperatriz Dona Teresa Cristina.

Na próxima foto uma Caleça que serviu para uso diário de Dom Pedro II. Com capota reversível, seu nome deriva de caleche, viatura construída na França ainda no século XVII.

Vitória (lado esquerdo) e Traquitana (lado direito):

As Vitórias são de origem inglesa e seu nome é uma homenagem à rainha Vitória. As Traquitanas são viaturas de meia caixa com espaço interno para duas pessoas e que podiam ser atreladas a um ou dois animais.

Carro a Daumont, usado apenas em recepções e cortejos oficiais:

Automóvel Protos, que pertenceu ao Barão do Rio Branco:

Após contemplar os veículos antigos, seguimos para outra área com exposição de telas, uma coleção de pinturas de Edoardo de Martino.

Combate Naval do Riachuelo, óleo sobre tela, obra de 1870:

Por fim visitamos o Pátio dos Canhões:

Após a imersão cultural deixamos o Museu Histórico Nacional e seguimos direto para o Aeroporto Internacional Tom Jobim – Galeão.

E com este visual nos despedimos do Rio de Janeiro!

Assistimos o pôr do sol nas alturas.

E as linguiças mineiras? Aham, como foi um presente carioca de origem mineira, fizemos um dogxx uai, e o trêm ficou bão, mermão!

Valeu Cidade Maravilhosa, até uma próxima oportunidade!